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Depois de mais um susto de saúde Rebeca reconhece: "Se não fosse mãe não tinha metade desta força"

Em junho, cantora teve uma hemorragia em palco e julgou que estava a braços com mais um episódio oncológico.

28 de novembro de 2025 às 19:46

Lançou já este ano uma nova canção, 'Beijinho Português'. Que beijinho é este?

É uma canção bem portuguesa que mistura Rebeca com a música tradicional portuguesa. Há muito tempo que queria fazer uma música deste género e então saiu este beijinho. É mais um tema do Ricardo Landum com quem trabalho há 27 anos e que já sabe o que eu pretendo. Parece que já me ouve os pensamentos.

E este tema em poucos meses já é um sucesso nas plataformas digitais!

Nós nunca sabemos onde está o sucesso. Só para se ter uma ideia o tema 'O Meu Nome É Rebeca' só foi um sucesso um ano e meio depois de ter sido lançada. Antes ninguém dava nada por ele, nem eu. Inicialmente nem a quis.

O seu pai é o seu técnico de som, a sua irmã é a responsável pelas coreografias, o seu marido também faz parte da sua equipa e o seu filho Robinho já começou agora a tocar consigo. A artista Rebeca é cada vez mais um projeto familiar. Que sentimento é que isso lhe traz?

Traz-me um orgulho muito especial. Eu digo que Rebeca não é só uma porque há uma grande equipa por detrás. O meu filho juntou-se agora à equipa e é um orgulho imenso vê-lo crescer e brilhar. Também já tem as suas fãs. Até lhe digo na brincadeira que me as está a roubar. É claro que também ralhamos muito uns com os outros, mas faz parte. Depois fazemos as pazes e seguimos o caminho juntos.

Acha que o interesse pela música por parte do seu filho foi herdado de si?

Eu tenho quase a certeza. A pessoa nasce a saber cantar, ninguém aprende a cantar. Pode-se aprender a colocar a voz no sítio certo quanto muito, o resto está dentro da pessoa. E acho que isso aconteceu com o Robim. Ele também canta muito bem e é um excelente músico com o último grau de conservatório. Agora está no hot clube, escola de jazz. É isso que ele quer seguir e eu estou cá para o apoiar.

E a Rebeca herdou a música de quem?

Foi do meu pai sem dúvida alguma. O minha mãe também sabe cantar muito bem, mas o meu pai já era músico quando eu nasci. Ele não sabe música, nem nunca estudou música, mas tinha uma banda. Era tudo por ouvido. Tocou durante vinte anos num grupo de baile na zona das Caldas da Rainha.

E a Rebeca chegou a cantar com o seu pai nessa banda?

Não. Eu era muito pequenina. Depois aos seis anos entrei para uma escola de piano, aos 13 entrei para o conservatório e comecei também a tocar e a cantar em casamentos, batizados e bares. E foi assim durante quatro anos. Foi uma grandes escola.

O que se recorda daquele menina?

Era uma menina muito timida. Aliás, ainda sou, tendo é disfarçar. Tinha muito medo de falhar e achava sempre que os outros eram melhores do que eu. Eu ainda hoje digo que se não fosse o meu pai eu não era cantora. Foi ele que me empurrou porque eu não tinha coragem.

Ainda se recorda da primeira vez que cantou em público?

Então não recordo! Não comi o dia inteiro. Tinha 13 anos e foi na Marinha Grande num casamento de uma prima.

Acha que aquele menina timida estaria hoje surpreendida com o que a Rebeca conseguiu?

Acho que sim. Eu às vezes nem acredito no que consegui.

E a Rebeca de hoje é muito diferente da Cláudia Sofia [verdadeiro nome de Rebeca]?

As duas já se confundem muito. Eu quando entro em palco sou totalmente diferente, muito extrovertida e sem medos nenhuns, mas na minha vida pessoal continuo a ser muito timida e reservada. Gosto muito de estar no meu cantinho. Sou como sou e não vale a pena inventar (risos).

Mas a Rebeca é uma personagem que inventou?

Eu costumo dizer que é uma boneca que eu criei e que imaginei na minha cabeça.

A Rebeca tem sido muito notícia por motivos de saúde. Depois de um cancro na tiroide, um cancro na mama e muitos tratamentos agressivos, apanhou novo susto em julho, uma vez mais superado. Que força é esta que se chama Rebeca?

Não sei explicar. Todos nós temos uma força qualquer, mas não sei de onde vem. De uma coisa tenho a certeza: se não fosse mãe não tinha metade desta força. Tudo que faço é sempre pelo meu filho e foi por ele que consegui fazer todos os tratamentos para me tentarem salvar. E foram muitos. Para além de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, só de hormonoterapia foram oito anos. O cancro que tive na mama foi bastante agressivo, com uma proliferação de oitenta por cento, o andamento dele era muito rápido. A minha sorte foi tê-lo apanhado a tempo, ainda pequeno, ou como costuma dizer a minha oncologista era um 'bebé assassino'.

E sempre encarou estes episódios de forma positiva ou em alguns momentos chegou a temer o pior?

Sinceramente cheguei sim a temer o pior, até porque já tinha tido um cancro. Eu achei que o aparecimento do segundo cancro era uma matestização. Mas felizmente não era. Era um cancro novo que nada tinha a ver com o anterior.

E que susto foi este mais recente que teve em junho?

Pensávamos que era mais um cancro, porque como tinha tido um cancro hormonal na mama, podia agora ter cancro no útero ou ovários. O que aconteceu é que tive uma hemorragia muito grande que me fez levar duas transfusões de sangue. Ainda fiz um concerto sentada com uma hemorragia enorme, depois fui operada, fizeram-me uma raspagem ao útero e a médica disse-me que eu tinha que tirar tudo. Fiz uma histerectomia total. Mais tarde viemos a saber pela biópsia que se tratava de uma adenomiose, uma doença no útero que pode acontecer a qualquer mulher.

Mas houve uma causa que originou isso?

Nós achamos que foi a quimioterapia e os excessos de tratamentos que originou aquilo.

E neste momento está tudo bem?

Sim. Eu fui operada e três semanas depois já estava em palco a fazer os meus concertos e a gravar o videolicpe do 'Beijinho Português'. 

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