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Despedida: Drag Queens fecham desfiles

A ModaLisboa fechou em ambiente de festa na noite de domingo. Dino Alves, a fazer jus ao rótulo de ‘enfant terrible’, voltou a mostrar que não descura

16 de março de 2010 às 11:25

A ModaLisboa fechou em ambiente de festa na noite de domingo. Dino Alves, a fazer jus ao rótulo de ‘enfant terrible’, voltou a mostrar que não descura o carácter de espectáculo das colecções e pôs homens a desfilar um conjunto de peças femininas. "Fui buscar referências ao teatro kabuli japonês e os homens funcionam um pouco como drag queens, mas sem plumas e lantejoulas", explicou ao CM

Peças com detalhes de um guarda-roupa clássico masculino, vestiram-se em tamanho maior e até as botas de salto ganharam outro andar nas pernas masculinas – mas depiladas – dos modelos, maquilhados e penteados com pompa e circunstância.

Depois do acto solene da assinatura de um novo protocolo entre a Associação ModaLisboa, a Câmara Municipal de Lisboa e o Mude (Museu do Design e da Moda), foi a vez da dupla convidada, Sunnoz e Takasala, da marca angolana Mental, encerrar os desfiles.

Numa apresentação algo circense – com os próprios estilistas a desfilar –, marcaram os ritmos angolanos que embalaram e fizeram dançar os manequins vestidos de cores garridas. Entre carrinhos de mão cheios de fruta e livros arremessados ao chão, Mental desfilou já numa sala mais vazia, em jeito de despedida.

Veja as imagens na Fotogaleria

VISTO POR LILI CANEÇAS (Socialite)

POSITIVO

Grande pioneirismo e forte sentido de espectáculo

NEGATIVO

Os sapatos pareciam muito desconfortáveis para homens

"TENHO UM ESTILO PRÓPRIO" (Ana Rita Clara, Apresentadora)

Correio da Manhã – Considera-se uma ‘fashion victim’?

Ana Rita Clara – Não propriamente. Principalmente gosto de me sentir bem com o que visto. Mas claro que gosto de seguir de perto as tendências da moda e saber aquilo que se está a usar, mas não sou muito agarrada a essas tendências. Acho que tenho um estilo próprio.

- Com o que é que perde a cabeça?

- Gosto muito de acessórios, porque conseguem dar brilho a um conjunto simples.

- O que não pode faltar no seu guarda-roupa?

- Um casaco de cabedal preto, uma camisa branca com um corte masculino e estruturado e umas calças de ganga justinhas.

- Qual foi a maior extravagância que já cometeu?

- Um vestido da Katty Xiomara, que é fantástica. Mas é melhor não dizer quanto é que custou (risos).

- Do que é que mais gosta nas edições da ModaLisboa?

- Este é um universo que me apaixona e adoro ver as criações de perto e poder falar como os estilistas antes do desfile começar, já que estou a trabalhar para a SIC Mulher.

O OLHAR DE FIONA: ALGUMAS SURPRESAS

Notas finais sobre a ModaLisboa

RICARDO DOURADO. Um desfile curto com uma colecção pequena. Ricardo conseguiu algumas surpresas. Macacões com calça curta e cinturas bem descaídas em contraste com o que outros estilistas apresentaram. As cores cinza, preto e verde tropa fazem um Inverno escuro.

DINO ALVES. O mestre do espectáculo voltou e surpreendeu. Homens desfilaram como mulheres: saias, vestidos e blusões estiveram presentes. Uma produção autêntica com os homens maquilhados ao estilo dos desfiles de Galliano. Inesquecível! Mas, confesso, não posso escrever mais sobre roupa porque estava focada a ver os homens desfilarem em salto alto.

MENTAL. Dupla angolana estreou-se em Portugal. Interessante. Apresentaram, na maioria, roupa masculina e poucas peças femininas que não me chamaram à atenção. A roupa masculina tinha alguma inclinação para os palhaços: cores e padrões garridos com sapatos trocados e cabeças pintadas.

O MELHOR.

Colecção de Buchinho e o desfile de Nuno Baltazar.

O PIOR.

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