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Aos 28 anos, a ucraniana da telenovela da TVI ‘Espírito Indomável’ diz que não tem pressa de voltar a apaixonar-se mas sonha com um casamento na praia
Aos 28 anos, a ucraniana da telenovela da TVI ‘Espírito Indomável' diz que não tem pressa de voltar a apaixonar-se mas sonha com um casamento na praia. A mãe é que já lhe pede netos.
- Voltou recentemente aos ecrãs, depois de um ano de afastamento. Como está a correr a sua participação na novela ‘Espírito Indomável'?
Muito bem, e posso dizer que estou a atravessar uma das melhores fases da minha vida em termos profissionais. Estou muito contente com esta nova participação e a adorar o elenco e a personagem. Está a ser uma experiência muito boa, e até custa a acreditar que é mesmo verdade.
- Depois do afastamento, como foi receber a notícia de que ia regressar ao trabalho?
- Quando o telefone tocou, directamente da TVI, nem queria acreditar. Lembro-me perfeitamente de que estava no supermercado com a minha mãe e a minha irmã e fiquei a tremer por todos os lados. Foi uma enorme felicidade, sem dúvida.
- O que pode contar-nos sobre a sua nova personagem?
- Chama-se Olga e tem dupla personalidade. É uma mulher sem escrúpulos, bastante interesseira, que está sempre num grande complô com a personagem interpretada pelo Angélico [Vieira]. Eles namoram e têm uma relação bastante peculiar: estão sempre a engendrar planos para conseguir extorquir dinheiro. E depois tem outra vertente, porque ela pode incorporar outras personagens para conseguir alcançar os seus objectivos. E nesta vertente poderão ver a Mafalda a falar com sotaque ucraniano.
- Como foi a adaptação ao sotaque?
- Foi muito engraçado. Falei com amigas minhas que tinham empregadas ucranianas, romenas e russas, e estive com elas para tentar apanhar o sotaque. Depois, consegui contactar uma ucraniana que trabalha na embaixada, que me convidou para ir a reuniões com imigrantes do Leste. Tem sido um trabalho muito completo e aliciante. Preciso de mais preparação, mas tem sido fantástico...
- Identifica-se com alguma coisa da sua personagem?
- Há muito pouca coisa com que me identifique. Só mesmo com a determinação da Olga, porque, de facto, quando ela põe uma coisa na cabeça vai até ao fim. Acredito que eu não iria até ao fim se tivesse de passar por cima de valores e princípios que estão de acordo com a minha personalidade. E ela também é divertida. São mesmo os únicos pontos que temos em comum.
- Começou na representação por acaso. O que a levou a tentar a sorte no casting para a série ‘Morangos com Açúcar'?
- Sou licenciada em Design Gráfico e na altura não estava muito satisfeita com o trabalho que tinha. Gosto muito de design, continuo a fazer alguns trabalhos, mas na altura não me sentia preenchida. Foi então que surgiu a oportunidade para fazer o casting, e achei que não tinha nada a perder em tentar porque sempre fui uma mulher de desafios. A meu ver, o casting correu muito mal, mas depois fiz um workshop de três meses que me deu as bases do que era representar para televisão. A partir daí ficou o bichinho.
- Na altura, sentiu-se deslumbrada com a fama?
- Foi uma mudança que teve de ser muito bem gerida. Eu já tinha 23 anos e, em comparação com os meus colegas, que eram mais novos, a questão da maturidade ajudou-me a lidar melhor com a fama e fez com que nunca me sentisse deslumbrada. Depois, felizmente, tive sempre a minha família, que me ajudou a ter os pés bem assentes na terra. Sem dúvida que a educação também ajudou.
- Que conselhos lhe davam?
- A parte boa é que sempre tive muita gente a dar-me conselhos. Tenho muitos amigos de infância e, muito antes de aceitar alguma proposta, eles todos sabiam e opinavam, por isso sempre me senti muito apoiada.
- Após a primeira experiência, sentiu logo que era isto que queria fazer?
- Sem dúvida. Principalmente depois do ritmo alucinante que é fazer ‘Morangos', em que nós gravávamos de segunda-feira a sábado e não tínhamos tempo sequer para respirar. Fiquei logo a adorar esse ritmo, e a partir daí comecei a apostar na formação. Foi muito bom, porque aquela motivação que me faltava em termos profissionais ganhei-a ao entrar no mundo da representação. Por isso, não me importo se tenho de acordar às seis da manhã para ir gravar, porque o faço com um sorriso na cara e com uma excelente disposição.
- Durante o tempo em que esteve afastada do ecrã, não teve medo de não voltar a ter uma outra oportunidade?
- A partir do momento em participei nos ‘Morangos', e depois tive um interregno de alguns meses, comecei logo a pensar se era isto ou não que me iria dar estabilidade. Mas depois percebi que nós temos várias vertentes que podemos trabalhar como actores: cinema, teatro, televisão, musicais... Como sempre fui muito empreendedora, comecei a fazer uma série de coisas diferentes. Portanto, aquela estabilidade financeira que toda a gente procura consegui obtê-la através de várias coisas. E agora estou a colher os frutos, que é trabalhar na área da representação sem estar com a corda na garganta.
- E já conseguiu a sua independência ou ainda vive em casa dos pais?
- Sempre tive independência, mesmo vivendo com a minha mãe, que mais parece que tem a minha idade. A minha mãe é a minha melhor amiga e sempre me deu muita liberdade, por isso sinto-me lindamente lá em casa. Tenho o meu espaço, a minha privacidade, e, além de tudo isso, ainda tenho os miminhos da mamã, o que é muito bom. Por enquanto, vou continuar a viver em casa dela...
- Alguma vez viveu sozinha?
- Sozinha, não, mas já saí de casa para ir viver com o meu ex-namorado, com quem morei durante uns meses. Acontece que as coisas não correram muito bem e acabei por voltar para casa da minha mãe. Na altura não pensei em ir viver sozinha, porque sempre estive tão bem com a minha mãe que, depois desta situação menos boa, me souberam bem os miminhos dela. Além disso, estamos muito bem localizadas, no centro de Lisboa, e tudo corre lindamente. Há aquelas pessoas que sempre viveram com os pais, nunca tiveram independência e, de repente, sentem necessidade de ter, mas nós estamos tão bem juntas que nunca senti isso. É uma mãe muito liberal e até vem sair comigo à noite. Conto-lhe tudo. As minhas amigas, às vezes, até ficam chocadas com aquilo que lhe conto.
- Depois dessa relação que correu menos bem, já voltou a ter namorado?
- Não, estou solteira e muito feliz. Dedicada ao trabalho a 100 por cento e radiante com esta nova fase da minha vida.
- Não tem saudades de se voltar a apaixonar?
- Acho que essas coisas não se procuram, surgem naturalmente, e quanto mais se procura menos sucesso se tem. Por isso, de uma forma natural, as coisas vão acontecer. Estou bem assim, não tenho pressa de encontrar alguém, e quando tiver de ser será. Com muita naturalidade.
- Entretanto, chegou a ser noticiado que mantinha uma relação com o actor Kapinha. É verdade?
- São especulações. Nós sempre trabalhámos juntos e as pessoas inventaram esse boato, começaram a falar, mas não tem nada a ver. O Kapinha é meu amigo e ajuda-me muito. Mesmo agora, com esta personagem, começou logo a dizer que a mãe já tinha tido um namorado ucraniano e uma empregada romena e tem-me ajudado imenso. Somos grandes amigos e nada mais do que isso.
- O casamento faz parte dos seus sonhos?
- Nunca tive aquele sonho de casar na igreja. Sempre tive, isso sim, o desejo de, quando achar que encontrei o homem da minha vida, fazer uma cerimónia para celebrar. Mas uma coisa muito descontraída, pois não quero sofrer dos pés com os sapatos do casamento (risos). Quero uma festa na praia com muitos ‘mojitos', caipirinhas, boa música, e com todos os meus amigos a divertir-se.
- E pensa ser mãe?
- Penso, aliás sempre disse que queria ter três filhos: dois rapazes e uma menina. Agora, a minha mãe já começa a pedir netinhos, mas estou sempre a empurrar para a minha irmã. Agora estou muito focada no trabalho e quero agarrar esta oportunidade com unhas e dentes.
- Portanto, neste ano vai abdicar das férias de Verão...
- Sim, neste ano não há férias, e também não há praia nem sol, porque a minha personagem é ucraniana e tem de ficar bem branquinha. Vai ser o primeiro ano que não vou fazer praia, mas até agora não me custou muito. Tento compensar. Por exemplo, neste fim-de-semana estive em casa de uma amiga minha que tem piscina e estive sempre à sombra, com protector 50 (risos).
- Recentemente posou para a revista masculina ‘GQ'. Gostou dessa nova experiência?
- Correu bem e fiquei muito satisfeita com o resultado. Além do mais, criei grande empatia com toda a equipa e, apesar de ter sido a primeira vez que apareci em topless, nem senti inibições. Foi tudo feito com muita naturalidade e toda a gente adorou o resultado.
- A cirurgia que fez para aumentar o peito faz com que esteja mais à vontade neste tipo de trabalhos?
- Tinha o peito muito pequeno e fiz a cirurgia antes de entrar para este meio, para me sentir melhor. Não foi com nenhuma intenção de fazer algum tipo de trabalho de moda. Acabei o curso e andei a juntar dinheiro dos meus primeiros salários para aumentar o peito. Na altura nem me passava pela cabeça seguir este rumo.
INTIMIDADES
- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?
- Talvez um actor conceituado, como o Brad Pitt, por exemplo. Para discutirmos só coisas profissionais, mais nada. Não o queria roubar à Angelina Jolie (risos).
- Não consigo resistir a...
- ... gelados e um belo peixinho grelhado. Os opostos...
- Se pudesse, o que mudava no corpo e no feitio?
- No corpo, há sempre coisinhas que podemos ir melhorando; mas, de uma forma geral, não mudaria nada. Estou satisfeita. Em termos de feitio, se pudesse mudar alguma coisa acho que era a questão da impulsividade. Gostava de ser mais ponderada e pensar mais do que duas vezes antes de dizer alguma coisa.
- Sinto-me melhor quando...
- ... estou ‘ao pé' das pessoas que me são queridas.
- O que não suporta no sexo oposto?
- A arrogância.
- Qual é o seu pequeno crime diário?
- Eu não tenho muitos vícios: não bebo café e não fumo, por isso talvez a condução seja o meu pequeno crime. Às vezes sou um bocadinho despistada.
- O que seria capaz de fazer por amor?
- Por amor, não sei, mas por paixão faria qualquer loucura. A paixão move a fazer loucuras, o amor acho que é um sentimento mais sereno.
- Complete. A minha vida é...
- ... muito feliz.
A Vidas agradece a colaboração da Fuxcia
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