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O rap consciente de Libra

A cantora tem dois concertos especiais agendados para Lisboa e Porto em fevereiro.




Há uma urgência firme nas palavras de Libra. A mesma que atravessa a sua música, de um género que gosta de apelidar de 'rap consciente' e que agora ganha novo fôlego com 'Before I Become a Slave', o mais recente single da artista, um manifesto sonoro sobre igualdade, poder e resistência feminina que irá fazer-se ouvir - e bem - ao vivo, nos próximos dias 5 e 6 de fevereiro,  no B.Leza, em Lisboa, e no Maus Hábitos, no Porto.   

Numa reflexão crua sobre o lugar da mulher no mundo contemporâneo, Libra explica que a motivação para escrever este tema nasce da perceção de que muitas das conquistas das mulheres estão ameaçadas. “Sinto que estamos a andar para trás no tempo no que toca à posição da mulher na sociedade.  Conquistámos muita coisa mas estamos prestes a perder também muito do que conseguimos conquistar. Sem falar no que nunca conquistamos. Parece-me inaceitável que, num tempo em que era suposto sermos uma sociedade avançada, a dor das mulheres ainda seja instrumentalizada para fins políticos. Observamos isso tanto a nível nacional como internacional”, afirma, acrescentando que o tema é particularmente inquietante quando vem a reboque da discriminação étnica e religiosa. “Dizem que querem proteger as mulheres muçulmanas, mas não lhes dão voz, muito pelo contrário, silenciam-nas”, sublinha. Por isso, preconiza um rap consciente, um subgénero que vê como ferramenta de intervenção social. Para a artista, trata-se de uma forma de expressão que aborda diferentes temáticas com um objetivo comum: criar consciência e provocar reflexão. 

Quando a palavra se espalha encontramos a nossa comunidade e juntos conseguimos lutar com mais força”, explica. 

Depois de ter editado, no ano passado, com assinalável sucesso, o seu primeiro álbum, 'Everyone’s First Breath', e de ter atuado no festival Nos Alive, Libra prepara agora momento especiais de reencontro com o público. “Vou apresentar o meu trabalho, pela primeira vez, totalmente a cru”, diz, explicando que o hip-hop será despido de máquinas e eletrónica, dando lugar apenas a instrumentos, voz e à energia da plateia.

31 de janeiro de 2026 às 14:30
31 de janeiro de 2026 às 14:30

Há uma urgência firme nas palavras de Libra. A mesma que atravessa a sua música, de um género que gosta de apelidar de 'rap consciente' e que agora ganha novo fôlego com 'Before I Become a Slave', o mais recente single da artista, um manifesto sonoro sobre igualdade, poder e resistência feminina que irá fazer-se ouvir - e bem - ao vivo, nos próximos dias 5 e 6 de fevereiro,  no B.Leza, em Lisboa, e no Maus Hábitos, no Porto.   

Numa reflexão crua sobre o lugar da mulher no mundo contemporâneo, Libra explica que a motivação para escrever este tema nasce da perceção de que muitas das conquistas das mulheres estão ameaçadas. “Sinto que estamos a andar para trás no tempo no que toca à posição da mulher na sociedade.  Conquistámos muita coisa mas estamos prestes a perder também muito do que conseguimos conquistar. Sem falar no que nunca conquistamos. Parece-me inaceitável que, num tempo em que era suposto sermos uma sociedade avançada, a dor das mulheres ainda seja instrumentalizada para fins políticos. Observamos isso tanto a nível nacional como internacional”, afirma, acrescentando que o tema é particularmente inquietante quando vem a reboque da discriminação étnica e religiosa. “Dizem que querem proteger as mulheres muçulmanas, mas não lhes dão voz, muito pelo contrário, silenciam-nas”, sublinha. Por isso, preconiza um rap consciente, um subgénero que vê como ferramenta de intervenção social. Para a artista, trata-se de uma forma de expressão que aborda diferentes temáticas com um objetivo comum: criar consciência e provocar reflexão. 

Quando a palavra se espalha encontramos a nossa comunidade e juntos conseguimos lutar com mais força”, explica. 

Depois de ter editado, no ano passado, com assinalável sucesso, o seu primeiro álbum, 'Everyone’s First Breath', e de ter atuado no festival Nos Alive, Libra prepara agora momento especiais de reencontro com o público. “Vou apresentar o meu trabalho, pela primeira vez, totalmente a cru”, diz, explicando que o hip-hop será despido de máquinas e eletrónica, dando lugar apenas a instrumentos, voz e à energia da plateia.

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