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Renato Seabra só quer estar perto da mãe

Renato Seabra, de voz arrastada fruto da medicação, diz à mãe que queria estar junto dela. E repete-o, uma, duas, três vezes, sem vigor de outro tempo

28 de janeiro de 2011 às 08:53

Renato Seabra, de voz arrastada fruto da medicação, diz à mãe que queria estar junto dela. E repete-o, uma, duas, três vezes, sem o vigor de outro tempo. Odília Pereirinha tenta mostrar firmeza. E consegue, por momentos. Mas, mal o filho desliga o telefone, a enfermeira volta a ser a Maria Madalena em que se tornou desde que a TV portuguesa anunciou o homicídio do cronista Carlos Castro num hotel de Nova Iorque.

Odília parece não acreditar no que está a acontecer e no que aí vem. Os telefonemas que o filho lhe faz, a partir da ala prisional de Bellevue Hospital Center, em Nova Iorque, são praticamente os únicos que lhe dão vontade de continuar a ser mais crente. "Sim, ela é uma mulher de muita fé, é muito crente. Até chega a ir a Fátima a pé", conta ao CM uma das amigas que mais têm valido à filha mais velha de um antigo ourives de Cantanhede.

O modelo de 21 anos está sem a força própria de um jovem que pratica desporto e que acaba de se licenciar na área. "Fala lentamente, a voz arrasta-se e a mãe, claro, sofre muito", diz a mesma amiga de Odília.

A enfermeira, mergulhada na maior onda de desilusão e dor da sua vida, não atira a toalha. O trabalho não a liberta, mas ajuda-a, na carteira e no conforto que lhe traz o simples abraço de uma paciente ou a palavra de incentivo de um colega. Por isso continua a "assinar o ponto" no Centro de Saúde de Cantanhede.

A força chega ainda de outras formas. "Duas senhoras foram levar-lhe orações. É muito crente." A enfermeira, especializada em obstetrícia, espera por dia 1, dia em que o futuro do filho será decidido no Supremo Tribunal. Saberá se vai a julgamento. 

PORMENORES

DESESPERO

A família Pereirinha continuava ontem à espera de autorização legal para poder divulgar o NIB da conta bancária de solidariedade.

MAIS DE CEM MIL EUROS

Odília necessita reunir mais de cem mil euros para as despesas com o processo do filho.

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