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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Rita Guerra: “Estou novamente apaixonada e feliz”

Foi mãe pela primeira vez aos 17 anos e, agora com três filhos, garante que a família está completa.

24 de abril de 2010 às 10:30

Foi mãe pela primeira vez aos 17 anos e, agora com três filhos, garante que a família está completa. Realizada profissionalmente e feliz no amor, a cantora diz que está a passar por uma excelente fase da vida. Aos 42 anos, Rita não sente o avançar da idade e assegura que as rugas não lhe fazem confusão.

- Lançou recentemente o seu novo disco - ‘Luar' -, que entrou imediatamente para o primeiro lugar do top. Qual tem sido o feedback dos fãs?

- Há muitas pessoas que acham que este é o melhor disco que fiz até hoje e há cada vez mais gente a dizer que se sente muito identificada com aquilo que canto. Também já me têm dito que gostam especialmente do álbum porque tem uma abordagem vocal diferente e revela uma maior intimidade e maturidade, uma certa dose de carinho e de muito sentimento.

- Essa maior maturidade é o reflexo desta fase da sua vida?

- Sim, estou num período de maior acalmia. Todos nós temos estados diferentes ao longo da vida e eu estou numa fase de grande paz interior. Profissional e familiarmente realizada e maternalmente muito bem. Estou em paz. Apesar de este disco ter canções que abordam o amor pelo seu lado menos feliz, porque todos nós já passámos por isso, é um disco menos sereno.

- Essa realização pessoal tem a ver com o facto de ter um novo amor [Gonçalo Pereira, director musical da sua banda]?

- Sim, é verdade. Estou novamente apaixonada, muito bem e com o coração preenchido. Mas não vou comentar mais nada. Tudo o que posso dizer é que trabalhamos juntos e que estou muito feliz.

- Está, portanto, a viver uma situação estável, depois de ter passado por situações mais complicadas, como o facto de o seu marido lhe ter movido um processo judicial....

- Sim, mas essas situações fazem parte da vida. Actualmente, posso dizer que estou bem e numa fase muito serena.

- Sente que as situações adversas a tornaram mais forte?

- Sim, todos aprendemos com aquilo que nos acontece. A cada ano que passa aprende-se mais qualquer coisa, e eu não fujo à regra. Mas, depois, também é bom sentirmo-nos, de repente, surpreendidos por situações boas. A vida é feita de coisas boas e más e eu estou numa fase muito boa, felizmente.

- Agora com um novo amor, ainda pensa ter mais filhos ou a família já está completa?

- Está completa. Isto de ter filhos não é só trazê-los ao Mundo. Tenho três, e é uma grande responsabilidade. É preciso perceber que temos de cá estar para acompanhar o desenvolvimento e crescimento deles. Tenho 42 anos, poderia ser mãe novamente mas optei por não o ser, e fiz laqueação de trompas aquando do nascimento da Madalena. Três filhos já é um número muito bom para a sociedade de hoje e acho que estou muito bem assim.

- Foi mãe pela primeira vez aos 17 anos. Como foi essa primeira maternidade?

- Não foi nada fácil. Era muito nova e lembro--me muito bem de ter de me levantar às 5h30 da manhã para preparar as coisas e apanhar dois transportes. Ao frio, à chuva, com um bebé que nasceu com quatro quilos e cem - e que hoje tem um metro e 85 e é um jovem giríssimo, com 25 anos -, mais a minha mala, o saco dele, o carrinho... É muito atribulado. Por isso, hoje, quando vejo as pessoas nas paragens de autocarro com filhos apetece--me parar o carro e dar boleia a toda a gente, porque tive de viver isso.

- Na altura sentia-se preparada para ser mãe?

- Eu tinha noções, e, além disso, a maternidade é algo instintivo e acabei por me adaptar. Adoro ser mãe e as minhas três gravidezes foram maravilhosas e vividas de formas diferentes. Fui uma fábrica de bons exemplares de filhotes lindíssimos, cheios de saúde e grandes. E gosto muito de ser mãe. Acima de tudo, é de salvaguardar muito a relação que tenho com os meus filhos, que é de grande abertura, confiança e sem tabus. Foi assim que os meus pais me educaram. Temos de manter os nossos filhos bem cientes das coisas boas e más.

- Quando disse que ia ser mãe aos 17, como é que os seus pais reagiram?

- Quando fui mãe já era casada. Casei aos 16 anos, na igreja da Força Aérea.

- Porquê tão cedo?

- Calhou. Se casasse aos 45 também seria fora do normal. Podia ter sido aos 18 ou aos 19 mas foi aos 16. Os meus pais conheciam bem a família, a pessoa, e reagiram de forma tranquila.

- Não sente que perdeu parte da juventude por ter sido mãe tão nova?

- Eu sempre amadureci muito cedo e não sinto especial falta dessa fase. Antes de ser mãe, vivi em Angra do Heroísmo, na Base das Lajes, e havia sempre muita actividade e imensas festas. Era uma vida fantástica. Por isso, as saídas, os amigos, praia no ano inteiro já eu tinha vivido nos Açores.

- E hoje também não sai à noite...

- É raríssimo, não tenho paciência. A música que se ouve nas discotecas, para mim, é barulho... Por acaso, há duas noites, fui a um bar de karaoke, levei o meu filho do meio, que tem 18 anos, e foi divertidíssimo. De resto, não tenho paciência para grandes multidões e confusões. Prefiro mil vezes trazer o convívio para casa.

- Os filhos já saíram de casa. Custou-lhe muito?

- Não, porque não sou muito galinha e, apesar de já não estarmos na mesma casa, temos uma relação muito próxima. Com a Madalena, que tem três anos, sou muito mais galinha, e vou ter de ser diferente porque os tempos são outros e quando ela for adolescente a realidade há-de ser outra. Depois, ela é menina, está exposta a outros perigos, e não sei que feitio ela vai ter. Os meus filhos são muito diferentes de feitios. Nunca sabemos o que nos bate à porta mas tenho fé de que a Madalena, que tem bons exemplos do lado do pai e da mãe, terá juízo. Não sei é a que situações ela vai estar exposta, e aí eu e o pai estaremos sempre com as unhas de fora.

- E a Rita foi sempre uma adolescente com juízo?

- Sempre fui maria-rapaz e não sou nada o estilo de menina do papá, apesar de o meu pai ter querido sempre muito ter uma rapariga. Sou a mais nova de cinco filhos e a única menina mas nunca fui apaparicada por isso. Depois, fiz as coisas normais, mas na altura brincávamos muito no nosso bairro. Claro que os meus pais estavam sempre atentos, pois morávamos perto de uma zona muito complicada em termos de drogas.

- Nunca se sentiu tentada por esse mundo?

- Zero. O mais que fiz foi fumar dois maços de cigarros por dia, que já deixei há cerca de 17 anos. Não tenho vícios: já não fumo e é raro beber um copo.

- E com o corpo, também é igualmente cuidadosa?

- Tenho sorte, porque nunca tive tendência para engordar mas sim para emagrecer. Tenho cuidado com a alimentação, por causa do colesterol, e evito uma série de alimentos que fazem mal ao fígado ou coração. De resto, estou muito mais regrada com o açúcar, raramente como fritos, como mais fruta e bebo muita água. Tento ser mais activa. A nível estético, trato muito bem a minha pele, porque me maquilho há muitos anos, e faço máscaras de iogurte com gema de ovo e argila. Considero-me uma pessoa cuidadosa.

- Como se vê a envelhecer?

- Lindamente. Convivo bem com as minhas rugas, e fazem parte. Felizmente, herdei a boa pele da minha mãe e, se olhar para o exemplo dela, vejo-me a envelhecer muito bem. De resto, vou envelhecer normalmente, com o desgaste acrescentado de uma actividade que puxa muito pelo sistema nervoso. Tomarei uma ou outra atitude para atrasar o envelhecimento, sem exageros, mas terei cuidados de prevenção, que aconselho a toda a gente.

- É adepta da cirurgia estética?

- Sim, sou.

- O que já fez?

- Não é segredo. Tive de fazer uma substituição das minhas próteses mamárias, que já tinham mais de dez anos, porque estava com uma fuga notória de líquido das próteses. Tive mesmo de tirá-las, e pus umas com garantia vitalícia.

- Porque decidiu aumentar o peito?

- Aos 15 anos tinha o peito que tenho agora mas, após a gravidez do meu filho Nuno, estava com 45 quilos e um desgaste físico e psicológico muito grande. E vi-me de repente sem peito, o que a nível psicológico, para uma mulher, é muito traumático e contribuiu muito para uma depressão que tive nessa altura. Portanto, achei que era justo, já que não conseguia ganhar os anos que passam, pelo menos recuperar algo que me era tão querido mas ao mesmo tempo causador de tanta tristeza. No momento em que passei a ter uma presença no palco não deixava de cantar melhor por não ter peito. Mas sinto-me muito mais segura e completa assim.

- E no futuro, o que gostava de alterar?

- No futuro logo se vê, e se tiver de recorrer à cirurgia estética irei fazê-lo sem problemas. Não tenho pruridos. Muitas figuras públicas fazem disso um tabu e parece que fazer uma cirurgia estética é um crime. Acho isso uma grande idiotice.

- A nível estético, tem igualmente uma série de tatuagens. É um vício?

- Não se trata de um vício mas sim uma grande paixão. Neste momento, já tenho as tatuagens suficientes e fiz todas as que queria fazer.

- Mas tem alguma tatuagem com um significado especial?

- Todas elas têm um significado especial. Tenho uma tatuagem numa das omoplatas que foi feita depois de a Madalena nascer. Foi desenhada pelo pai dela e simboliza uma fada em repouso, que é a protectora da Madalena. Depois, tenho uma borboleta no pescoço, uma jóia abaixo da cintura e uma outra no braço, que foi a primeira que fiz. Não faço mais tatuagens.

INTIMIDADES

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- O Elton John, porque é o grande responsável por eu ter querido tocar piano. É uma referência muito grande para mim e um dos melhores compositores de sempre.

- Não consigo resistir a...

- ... uma boa gargalhada.

- Se pudesse, o que mudava em si no corpo e no feitio?

- Eu gosto de mim, por isso não mudava nada. Não há nada que me incomode.

- Sinto-me melhor quando...

- ... estou bem-disposta.

- O que não suporta no sexo oposto?

- A estupidez.

- E qual é o seu ‘pequeno crime' diário?

- Deitar-me a horas pouco usuais. Sou muito caseira, não tenho paciência nem feitio para borgas, mas gosto de me deitar por volta das quatro da manhã. Trabalhei 20 anos no casino e chegava sempre a casa muito tarde, por isso o meu metabolismo está todo ao contrário.

- O que seria mesmo capaz de fazer por amor?

- Tudo.

- Complete: ‘A minha vida é...

- ... óptima.'

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