Estas são as consequências (negativas) de trabalhar à noite
Horários noturnos laborais têm implicações no organismo a longo e curto prazo.
Provavelmente já ouviu dizer que o corpo humano funciona como um relógio biológico interno - tanto está ativo, como precisa igualmente de tempo para descansar. Por isso mesmo, quando anoitece, a libertação da hormona da melatonina começa a preparar o organismo para dormir, reduzindo a atividade cerebral e fisiológica.
Segundo o especialista da medicina do trabalho, Miquel Vila Sabaté, citado pelo El Español, os "ritmos circadianos são estáveis". Quem trabalha à noite 'contraria' este ciclo, uma vez que inicia a atividade laboral no momento em que o corpo começa a receber a informação para 'desligar'. Isto traz implicações no organismo a longo e curto prazo.
De acordo com a mesma fonte, é frequente que quem trabalhe durante a noite sinta mais fadiga do que quem trabalha ao longo do dia. Isto porque, o sono diurno é menos reparador, o que pode levar ao aumento do stress. Para conseguir verdadeiramente descansar durante o sono, Miquel Vila Sabaté recomenda que evite consumir estimulantes - café, por exemplo - durante as primeiras horas de trabalho. Assim que chegue a casa, procure um local escuro e silencioso, e evite estar 'agarrado' ao telemóvel.
Além do cansaço, é frequente existirem mais dificuldades para adormecer, de concentração, problemas de memória e digestivos, dores de cabeça, alterações de humor e irritabilidade. A longo prazo, em alguns casos, é possível que se verifiquem problemas cardiovasculares, distúrbios alimentares e até alterações nos níveis de estrogénio.
As relações sociais também podem sofrer com o trabalho noturno, uma vez que os hábitos e rotinas de quem trabalha à noite parecem ser contrários a quem o faz durante o dia. Para evitar o isolamento e/ou solidão é importante que estabeleça prioridades e faça um esforço para manter na rotina atividades diárias.
A nível da alimentação é importante que tenha uma dieta equilibrada e saudável.
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