Nova vacina contra o cancro da pele reduz em 49% o risco de melanoma
Resultados de um estudo de cinco anos foram apresentados esta terça-feira pelas farmacêuticas Moderna e Merck.
Um novo tratamento direcionado para o cancro da pele demonstrou bons resultados na prevenção da recorrência de melanomas de alto risco num prazo de cinco anos, de acordo com um comunicado emitido esta terça-feira por duas farmacêuticas.
Os resultados de um estudo de cinco anos foram anunciados pelas empresas farmacêuticas Moderna Inc. e Merck & Co. , que afirmaram que as conclusões refletiram os resultados obtidos anteriormente pela vacina, ao longo de três anos.
O tratamento, uma “terapia experimental individualizada com neoantígenos baseada em mRNA”, tem como alvo o perfil genético de tumores individuais, instruindo o corpo a encontrar e combater células cancerígenas específicas.
A vacina é altamente personalizada e tem o potencial de ser muito mais eficaz do que a quimioterapia ou a radioterapia, revelam as duas farmacêuticas.
Pacientes com melanoma grave que receberam este tratamento, em conjunto com o medicamento oncológico Keytruda, da Merck, apresentaram uma probabilidade 49% menor de morrer ou de ter o cancro de volta, em comparação com aqueles que receberam apenas Keytruda, acrescentaram as duas empresas farmacêuticas.
“Os resultados de hoje destacam o potencial de um benefício prolongado da combinação do autogene intismeran com Keytruda em pacientes com melanoma de alto risco”, referiu um responsável da Moderna.
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