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Artigo exclusivo

Com abraços virtuais para diminuir a solidão. O Natal aos olhos do psicólogo Paulo Sargento

Covid-19 veio obrigar a uma nova adaptação à realidade da época natalícia em tempo de pandemia.

15 de dezembro de 2020 às 16:12

Este ano o Mundo prepara-se para viver um Natal diferente. A época que costuma ser de calor familiar e muita convivência promete neste ano atípico ser vivido com um distanciamento raro."Apesar de todas as cambiantes observadas no período natalício (talvez mais consumista e plástico e, portanto, menos "genuíno" na tradição), a matriz fortemente católica continua a forjá-lo como um tempo de reunião familiar e de alguma abastança partilhada. Os contactos familiares entre gerações encontram, neste período, um expoente máximo daquilo que podemos designar por "Família". Aliás, para o comum dos cidadãos que comungam da matriz referida, o Natal é a Festa da Família. De que família? Não só da nuclear (pai, mãe, filhos), mas, sobretudo, daquela que a entende como um continuum temporal alargado: avós, netos, primos, tios, etc., etc., etc. É compreensível o impacto emocional que a Pandemia traz, em especial, à época que se aproxima. O alargamento familiar e o encontro de gerações estão comprometidos. Ou seja, aquilo que, para muitos avós e netos, primos e tios, constituía um momento único está condenado a não acontecer, ou a acontecer de forma diferente.

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