Alguns medicamentos habitualmente guardados nos frigoríficos, como insulina, podem perder eficácia.
O INEM e a Proteção Civil alertam que a falha de energia pode comprometer a eficácia de medicamentos essenciais, como a insulina que precisam de refrigeração e apela à população para vigiar sinais de perda de controlo da doença.
O alerta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), publicados nas respetivas redes socais, surge na sequência das falhas de eletricidade em várias zonas do país devido ao mau tempo que deixou 86 mil pessoas sem energia elétrica.
Segundo as organizações, a perda do frio adequado pode levar à redução do efeito terapêutico com impacto na segurança dos doentes.
"Nem sempre existem sinais visíveis de alteração, mas a perda do efeito terapêutico pode colocar o doente em risco", alertam.
Os riscos associados à alteração dos medicamentos são "a diminuição ou ausência do efeito do medicamento, descompensação de doenças crónicas e agravamento súbito do estado clínica".
O INEM e a Proteção Civil explicam que alguns medicamentos habitualmente guardados nos frigoríficos podem perder eficácia se a temperatura não for mantida entre 2 e 8 graus celsius, nomeadamente insulina, medicamentos biológicos injetáveis, algumas hormonas injetáveis, antibióticos líquidos reconstituídos e alguns colírios.
Aconselham ainda que, no caso de falha de frio, os medicamentos devem ser conservados em local fresco, seco e protegidos da luz, nunca devem ser congelados, e os doentes devem vigiar sinais de perda de controlo da doença.
Em caso de dúvida, as pessoas devem ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou procurar orientação de um profissional de saúde e, em situação de emergência, ligar para o 112.
O mau tempo da madrugada de esta quinta-feira fez aumentar para 86 mil o número de clientes sem energia elétrica, segundo a informação divulgada pela E-REDES.
Numa informação enviada à Lusa, a E-REDES revelou que, pelas 07:30, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin afetavam 76 mil clientes.
Segundo a empresa, o distrito mais afetado é o de Leiria, com 57 mil clientes sem luz, seguido de Santarém, com 15 mil, Castelo Branco, com três mil, e Coimbra, com mil clientes ainda sem energia elétrica.
Desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, dez pessoas morreram em Portugal e centenas de outras ficaram feridas ou desalojadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.
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