Artigo exclusivo
Bate leve, levemente, como quem chama por si. Será fome? Será tédio? Fome física não é certamente e o tédio não bate assim. Fomos ver, era a fome emocional.
É um cenário muito típico este que passo a descrever. Está em casa e o aborrecimento começa a ser mais do que muito. Já não há zapping possível de ser feito na televisão — até porque já sente os dedos dormentes e os olhos bambos. É dos tais dias em que se acorda "com os pés de fora" e a única vontade à vista é que aquele dia não exista. Porém está lá e, de uma forma ou de outra, irá ter de o enfrentar. É então que o enfado a arrasta até à cozinha. Entra, abre a porta do frigorífico e por lá fica, imóvel, contemplando o seu interior enquanto aguarda por uma resposta qualquer do universo que teima em não chegar. Quando dá por si já passou quase um minuto de cabeça enfiada no frigorífico, sem qualquer retorno, nem um único alimento na mão (só mesmo a conta da eletricidade a subir). Seria fome a necessidade que a fez deslocar até àquela assoalhada? É provável que não. O mais certo é estar apenas entediada, chateada ou stressada e é por isso que foi procurar no frigorífico a comida que lhe poderia trazer algum consolo.
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