Artigo exclusivo
Já se transplantam crianças de diferentes grupos sanguíneos. Ainda não em Portugal, mas os especialistas garantem que acontecerá em breve.
Carla nasceu sem o ventrículo esquerdo, uma malformação cardíaca grave e incompatível com a vida. Para os doentes como ela só existem três opções: uma é não fazer nada e deixar a doença seguir o seu curso; outra é fazer uma operação que tenta remediar a situação, redirecionando o fluxo sanguíneo para que o ventrículo direito seja capaz de bombear o sangue sozinho (que, segundo os especialistas, não é uma solução ideal); a terceira é um transplante, que raramente acontece porque não há órgãos disponíveis. Contudo, a bebé espanhola recebeu aos 5 meses, ainda com apenas cinco quilos, acabou uma outra (e inédita) solução. No dia 9 de janeiro de 2018, às 8h da manhã, em Madrid, Carla recebeu um coração, mas de um dador com um grupo sanguíneo incompatível com o seu – o que subverte um princípio clássico da transplantação, a compatibilidade entre o órgão transplantado e o hospedeiro.
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