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Polícia alemã sabia que suspeito estava a preparar atentado

Há um segundo homem a ser procurado pelas autoridades.

21 de dezembro de 2016 às 15:48

Anis Amri, o tunisino suspeito de ter cometido o atentado com um camião em Berlim foi identificado em novembro último pelo centro alemão de luta contra o terrorismo. Já na altura era suspeito de poder estar a preparar um ataque terrorista. O homem já estaria no país desde julho de 2015 e o seu pedido de asilo tinha sido rejeitado. Ainda não tinha sido deportado porque os seus documentos estão desaparecidos.

"A polícia judiciária da Renânia do Norte-Vestefália abriu um inquérito junto da Procuradoria Federal Alemã (que tem a competência em matéria de terrorismo) em função de suspeitas sobre a preparação de um ato criminoso grave representando um perigo para o Estado", declarou, de acordo com a agência France-Presse, Ralf Jäger, ministro do Interior daquela região alemã onde o suspeito residiu este ano.

O ministro do Interior alemão confirmou esta quarta-feira que está a ser procurado um novo suspeito pelo seu presumível papel no ataque com um camião a uma feira de Natal em Berlim, após informações nesse sentido de vários 'media'.

"Há um novo suspeito que procuramos", declarou à imprensa em Berlim Thomas de Maizière, adiantando que ele "é um suspeito, mas não necessariamente o atacante".

Maizière disse ainda ter sido emitido à meia-noite um aviso de busca "para a Alemanha, mas também para o espaço Schengen, ou seja, a Europa".

O governante falava após uma reunião de uma comissão da câmara baixa do parlamento que foi informada do estado da investigação.

Embora o ministro tenha recusado falar sobre a identidade do suspeito, deputados presentes na audição confirmaram que se trata de um tunisino como afirmou a imprensa alemã.

"Trata-se de um tunisino (...) entre os 21 e os 23 anos", indicou o deputado Stephan Meyer, membro da ala direita da família política da chanceler Angela Merkel, precisando que o jovem "tem, obviamente, múltiplas identidades".

Adiantou que é "um indivíduo classificado de perigoso, que os serviços de segurança conheciam e que pertence à cena islamita-salafista".

Segundo a imprensa, a polícia identificou-o através de um documento de identidade encontrado na cabina do camião que matou 12 pessoas e feriu 48 na segunda-feira à noite num mercado de Natal no centro de Berlim.

Segundo Meyer, o homem chegou "à Alemanha através de Itália durante a crise dos refugiados". Neste contexto, entraram na Alemanha cerca de 900 mil migrantes em 2015 e 300.000 em 2016.

"Há, portanto, uma ligação entre a crise dos refugiados e a ameaça terrorista", adiantou o eleito da CSU, aliada de Merkel, mas que a critica há vários meses acerca do acolhimento que a chanceler decidiu dar aos requerentes de asilo.

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