País bate recordes na deportação de imigrantes, atingindo cerca de cinco mil pessoas.
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O governo conservador de Theresa May deportou milhares cidadãos europeus da Grã-Bretanha no primeiro trimestre de 2017, depois de os britânicos terem optado por deixar de fazer parte da União Europeia. Segundo revela o jornal britânico The Independent, este valor equivale a mais 26%, comparando com o mesmo período do ano passado. Em 12 meses, 5 mil pessoas foram expulsas de terras britânicas.
Os números foram tornados públicos, pelo Home Office, o departamento ministerial responsável pela imigração. Foram publicados documentos que descrevem planos de diminuição significativa da imigração proveniente da União Europeia, após o culminar do Brexit.
A redução do número de residentes europeus no Reino Unido intensificou depois do 'Brexit' ter saído vencedor no referendo de 26 de junho de 2016. Os britânicos foram chamados às urnas para decidirem se queriam continuar, ou não, a fazer parte da família da UE. Os eleitores optaram pelo 'Brexit', ou seja, pela saída do país do conjunto de 28 estados-membros que formam comunidade europeia. Uma das razões para 51,9% dos eleitores terem votado 'não' pela permanência, deve-se ao receio da vaga de refugiados.
Apesar das promessas do governo liderado por Theresa May de garantir os direitos dos moradores, milhares de pessoas têm sido obrigadas a sair do país.
Segundo o jornal The Independent, a primeira-ministra britânica, em pleno Parlamento, disse, em junho de 2016, que "os cidadãos da UE fazem parte do tecido económico, cultural e social do país" e, por isso, garantiu que iria "defender os seus direitos". No mesmo discurso, May prometeu também que iria criar "um ambiente hostil para os imigrantes ilegais".
Mas os migrantes, instalados em solo britânico, dizem que o "ambiente hostil" propagou-se para todos, mesmo para aqueles que estejam em situação legal no Reino Unido, de acordo com o jornal The Sun.
Em maio do ano passado, foram aplicados novos métodos, que permitem expulsar os imigrantes da União Europeia que não tenham residência no país, incluindo aqueles que não tenham cometido crimes. A medida recebeu pouca atenção a nível parlamentar mas foi aprovada.
Mas, segundo a legislação da UE, os cidadãos europeus têm o direito a permancer no terreitório britânico, exceto em situações de abuso como fraudes ou casarem por conveniência para ficarem no país.
Várias testemunhas contam que assistiram a deportações de cidadãos europeus que não tiveram direito aos 30 dias, escritos na lei britânica, para sairem voluntariamente do país.
Segundo o jornal The Independent, alguns membros da União Europeia têm optado por sair do país, alegando "que já não se sentem bem-vindos".
No mês passado, o departamento britânico responsável pela imigração, foi obrigado a pedir desculpas publicamente, depois de ter enviado uma carta a 100 cidadãos da UE, informando-os, erradamente, que tinham de abandonar o país.
De acordo com o Jornal britânico The Sun, os ativistas alegam ser "ilegal" o processo levado a cabo por May. Mas um porta-voz da Administração Interna do país disse que as deportações caíram sobre "cidadãos estrangeiros que abusavam e cometiam crimes no Reino Unido, provocando vítimas" e afetando as comunidades.
"A liberdade de circulação no Reino Unido é cada vez mais um privilégio reservado aos ricos"
Em entrevista à estação televisiva britânica BBC, Tony Blair defendeu novas regras para reduzir o número de imigrantes da UE, no país. O ex-primeiro-ministro admitiu que a política de entrada de migrantes não era a mais adequada e defendeu a intensificação de controlos internos e restrições à livre circulação entre a UE e a Grã-Bretanha.
De acordo com a Reuters, Tony Blair considera que os migrantes deveriam ser proibidos de alugar uma casa, abrir uma conta bancária ou de reclamar benefícios sociais.
Mas o Ministro da Imigração, Brandon Lewis, acusa Blair de ter sido o responsável por introduzir "a imigração de porta aberta" e que o governo atual tenta, agora, resolver.
Em declarações ao Today Online, a comissária da União Europeia, Margrethe Vestager, desvaloriza a saída do Reino Unido e garante que a UE está concentrada na consolidação dos 27 estados-membros. A comissária acrescenta que o Brexit foi uma "decisão soberana" e que, por isso, não deve haver uma punião para a Grã-Bretanha.
Entretanto, vários grupos de ativistas pediram uma revisão judicial contra a política de deportação. Benjamin Morgan, porta-voz de um grupo de apoio a migrantes 'North East London Migrant Action (NELMA), disse que "a liberdade de circulação no Reino Unido é cada vez mais um privilégio reservado aos ricos", revelou o Jornal Económico.
Recorde-se que o Reino Unido aderiu à comunidade europeia em 1973, mas nunca aceitou adotar a moeda única, nem aderir ao Acordo Schengen, que permite a livre circulação de pessoas.
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