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BCE sobe juros em 25 pontos base pela primeira vez desde 2023

Última subida das taxas diretoras tinha ocorrido em 2023, tendo-se seguido um período de pausa até junho de 2024, quando o BCE começou a cortar os juros.

11 de junho de 2026 às 13:19

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta quinta-feira subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.

O Conselho do BCE "decidiu hoje aumentar as três taxas de juro diretoras do BCE em 25 pontos base", já que "a guerra no Médio Oriente está a gerar pressões inflacionistas e a decisão de aumentar as taxas de juro apresenta-se robusta face a um conjunto de cenários, que mapeiam a forma como o choque poderá evoluir e afetar as perspetivas de médio prazo para a área do euro", lê-se na decisão publicada esta quarta-feira.

A última subida das taxas diretoras tinha ocorrido em 2023, tendo-se seguido um período de pausa até junho de 2024, quando o BCE começou a cortar os juros. Desde julho de 2025 que o banco central mantinha os juros inalterados, voltando agora a mexer nas taxas para uma subida de 25 pontos base.

Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez serão aumentadas para, respetivamente, 2,25%, 2,40% e 2,65%, com efeitos a partir de 17 de junho de 2026.

O Conselho do BCE considera que "permanece bem posicionado para lidar com a incerteza provocada pela guerra", assegurando também que vai acompanhar de perto a situação e seguir "uma abordagem dependente dos dados e reunião a reunião na definição da orientação apropriada da política monetária".

Foram ainda atualizadas as previsões, elaboradas por especialistas do Eurosistema, que apontam para que a inflação global situar-se-á, em média, em 3% em 2026, 2,3% em 2027 e 2,0% em 2028, na zona euro.

Já o crescimento económico foi revisto em baixa para 0,8% em 2026, 1,2% em 2027 e 1,5% em 2028, "refletindo um impacto mais pronunciado da guerra nos mercados de matérias-primas, nos rendimentos reais e na confiança".

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