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Fuzileiro trava a tiro terror em discoteca

Militar de elite fechou portas do bar, ordenou a 90 clientes que se deitassem no chão e saiu armado, atingindo um dos dois atiradores.

31 de outubro de 2017 às 01:30

A discoteca Dose Certa, em Setúbal, estava lotada no domingo de madrugada, com 90 clientes que se divertiam entre a pista e o bar, pelas 2h00, quando dois dos três homens expulsos por desacatos – um deles cadastrado por homicídios – foram ao carro buscar armas, regressando prontos a disparar indiscriminadamente. E foi o que ainda chegaram a fazer – mas, sorte das vítimas, entre os clientes estava um militar de elite da Marinha, armado com a sua pistola Glock de 9 mm.

Primeiro, o fuzileiro conseguiu fechar as portas da discoteca evitando que os tiros atingissem os clientes. Depois, ordenou às potenciais vítimas que se deitassem no chão e mantivessem a calma – e, por último, quando os dois homens carregavam as armas, o militar aproveitou para sair do espaço e disparou para as pernas de um deles. O elemento da Marinha, com cerca de 30 anos, acabou por ser atingido com três tiros – nos braços e nas pernas – e está agora a recuperar no hospital de São Bernardo, livre de perigo.

Depois, avançou a Judiciária de Setúbal, que deteve os dois atiradores de 31 e 44 anos. Estão já em prisão preventiva.

Cadastrado, altamente perigoso, um deles esteve em 2006 na cadeia. Entre o rol de crimes associados ao seu nome estão quatro homicídios - dois tentados e dois consumados –, ofensas à integridade física com arma de fogo, tráfico de droga, associação criminosa e falsificação.

No bolso das calças de um dos dois atiradores estavam 30 munições que iriam ser usadas no tiroteio, acredita a PJ, que mal recebeu o alerta avançou de imediato para o local. Foram ouvidas várias pessoas que estavam na discoteca e também o fuzileiro da Marinha.

Quanto a este, a Polícia não tem dúvidas de que agiu em legítima defesa: atingiu um dos dois atiradores numa perna para cessar o tiroteio que durou largos minutos.

PORMENORES 

Amigo do segurança

O militar que conseguiu travar o terror na discoteca é amigo do segurança que estava de serviço no estabelecimento, por isso estava lá na noite do crime.

Averiguações

A Marinha vai abrir um processo de averiguações, mas fonte oficial disse ontem ao CM que "nada indicia" que o militar tenha cometido qualquer irregularidade.

Homicídio em 2009

Em 2009, ocorreu um homicídio na discoteca Dose Certa, em que um cliente do espaço foi morto à facada. O homicida só foi apanhado este ano, em França.

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