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Investigada falta de combustível na queda de avião

Aeronave caiu na Colômbia com jogadores do Chapecoense. Tragédia matou 71 pessoas.
O avião que transportava a equipa de futebol brasileira da Chapecoense despenhou-se esta segunda-feira à noite na Colômbia. A bordo seguiam 77 passageiros e não 81, como aparecia inicialmente nos registos. Ao final do dia de terça-feira, as autoridades colombianas reduziram para 71 o número de mortos. Houve seis sobreviventes.

As operações de resgate foram suspensas devido a "fortes precipitações" e quando as autoridades policiais garantiram que "já não há mais sobreviventes na zona". Os 71 corpos já foram, no entretanto, resgatados e identificados.

Avião poderá ter ficado sem combustível
As autoridades colombianas estão a investigar uma possível falha elétrica no avião, mas não excluem que o aparelho tenha ficado sem combustível antes de cair.

Em declarações desde o centro de comando das operações de socorro, o presidente da agência colombiana da aviação civil, Alfredo Bocanegra, disse que as comunicações com responsáveis da aviação boliviana sugerem que o avião registava problemas elétricos.

No entanto, os investigadores terão de avaliar o alegado testemunho de uma hospedeira de bordo que terá dito que o avião tinha ficado sem combustível.

Vários meios de comunicação locais dão conta de que as investigações prosseguem neste sentido. O jornal colombiano 'El Tiempo' cita fonte da investigação que assegura que o piloto do avião pediu prioridade para aterrar por estar a ficar sem combustível. O pedido terá sido aceite e o avião iniciou o processo de descida, antes de ser reportada a falha alétrica.

Também o 'El Pais' colombiano cita Alfredo Bocanegra, que terá dito que a aeronave tem uma autonomia de voo de quatro horas e vinte minutos, pelo que precisaria de reabastecer durante a viagem. "Parece que não houve reabastecimento", afirma Bocanegra, adiantanto que a investigação ainda está em aberto.

O acidente ocorreu às 22h15 locais (03h15 desta terça-feira em Lisboa) em Cerro Gordo. De acordo com a Autoridade da Aeronáutica Civil da Colômbia (AACC), a aeronave procedente da Bolívia da empresa Lamia, com matrícula CP2933 RJ 80, comunicou "falhas elétricas" à torre de controlo do aeroporto cerca de 15 minutos antes de se dar o acidente.

Segundo avançam os meios de comunicação locais, o voo partiu do Aeroporto Internacional de Viru Viru, na Bolívia, e levava pouco combustível. Tinha como destino o Aeroporto José María Córdova, em Rionegro, na Colômbia.

Seis sobreviventes
A Aeronáutica Civil colombiana publicou, na sua página oficial de Twitter a lista completa dos passageiros e tripulantes que seguiam a bordo do voo da Lamia CP 2933 que se despenhou.




Três jogadores da Chapecoense foram resgatados com vida, mas o guarda-redes Marcos Danilo Padilha, de 31 anos, acabou por morrer já no hospital. 

O guarda-redes de reserva Jackson Follmann, de 24 anos, e o lateral Alan Ruschel, de 27 anos, estão a ser assistidos no hospital e estarão estáveis, indica o jornal local Noticias Caracol.

O jornalista brasileiro Rafael Henzel também escapou com vida ao acidente. A assistente de bordo Jimena Suárez também está a salvo, bem como o técnico de bordo Erwin Tumiri.

As autoridades colombianas confirmaram que o defesa central Helio Zampier Neto também foi resgatado com vida.

Foi ainda confirmado que oito atletas da Chapecoense, entre eles o ex-Sporting Marcelo Boeck. Os restantes jogadores que não seguiam no avião são Neném, Demerson, Andrei, Hyoran, Martinuccio, Nivaldo e Rafael Lima. o Também o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, não seguiu no voo.




Jogadores do Chapecoense antes de embarcarem
O Chapecoense ia disputar a primeira mão da final da Copa Sul-Americana com o Atlético Nacional, da Colômbia. A confederação de futebol sul-americana (CONMEBOL) já anunciou a suspensão da Copa Sul-Americana. 

O clube Atlético Nacional já lamentou o acidente, através do twitter: "O Nacional lamenta profundamente e solidariza-se com o @chapecoensereal". Entretanto, o clube já afirmou que pediu que a Taça seja entregue ao Chapecoense. 

O Chapecoense já se pronunciou sobre este acidente com o avião que transportava os jogadores do clube: "Reserva-se o direito de aguardar o pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana, a fim de emitir qualquer nota oficial sobre o acidente. Que Deus esteja com nossos atletas, dirigentes, jornalistas e demais convidados que estão com a delegação."

O Governo do Brasil decretou luto de três dias.


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