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Investigada falta de combustível na queda de avião

Aeronave caiu na Colômbia com jogadores do Chapecoense. Tragédia matou 71 pessoas.
Por Tiago Ruas, Catarina Correia Rocha, Daniela Espírito Santo, Pedro Zagacho Gonçalves e José Carlos Marques|29.11.16
O avião que transportava a equipa de futebol brasileira da Chapecoense despenhou-se esta segunda-feira à noite na Colômbia. A bordo seguiam 77 passageiros e não 81, como aparecia inicialmente nos registos. Ao final do dia de terça-feira, as autoridades colombianas reduziram para 71 o número de mortos. Houve seis sobreviventes.

As operações de resgate foram suspensas devido a "fortes precipitações" e quando as autoridades policiais garantiram que "já não há mais sobreviventes na zona". Os 71 corpos já foram, no entretanto, resgatados e identificados.

Avião poderá ter ficado sem combustível
As autoridades colombianas estão a investigar uma possível falha elétrica no avião, mas não excluem que o aparelho tenha ficado sem combustível antes de cair.

Em declarações desde o centro de comando das operações de socorro, o presidente da agência colombiana da aviação civil, Alfredo Bocanegra, disse que as comunicações com responsáveis da aviação boliviana sugerem que o avião registava problemas elétricos.

No entanto, os investigadores terão de avaliar o alegado testemunho de uma hospedeira de bordo que terá dito que o avião tinha ficado sem combustível.

Vários meios de comunicação locais dão conta de que as investigações prosseguem neste sentido. O jornal colombiano 'El Tiempo' cita fonte da investigação que assegura que o piloto do avião pediu prioridade para aterrar por estar a ficar sem combustível. O pedido terá sido aceite e o avião iniciou o processo de descida, antes de ser reportada a falha alétrica.

Também o 'El Pais' colombiano cita Alfredo Bocanegra, que terá dito que a aeronave tem uma autonomia de voo de quatro horas e vinte minutos, pelo que precisaria de reabastecer durante a viagem. "Parece que não houve reabastecimento", afirma Bocanegra, adiantanto que a investigação ainda está em aberto.

O acidente ocorreu às 22h15 locais (03h15 desta terça-feira em Lisboa) em Cerro Gordo. De acordo com a Autoridade da Aeronáutica Civil da Colômbia (AACC), a aeronave procedente da Bolívia da empresa Lamia, com matrícula CP2933 RJ 80, comunicou "falhas elétricas" à torre de controlo do aeroporto cerca de 15 minutos antes de se dar o acidente.

Segundo avançam os meios de comunicação locais, o voo partiu do Aeroporto Internacional de Viru Viru, na Bolívia, e levava pouco combustível. Tinha como destino o Aeroporto José María Córdova, em Rionegro, na Colômbia.

Seis sobreviventes
A Aeronáutica Civil colombiana publicou, na sua página oficial de Twitter a lista completa dos passageiros e tripulantes que seguiam a bordo do voo da Lamia CP 2933 que se despenhou.




Três jogadores da Chapecoense foram resgatados com vida, mas o guarda-redes Marcos Danilo Padilha, de 31 anos, acabou por morrer já no hospital. 

O guarda-redes de reserva Jackson Follmann, de 24 anos, e o lateral Alan Ruschel, de 27 anos, estão a ser assistidos no hospital e estarão estáveis, indica o jornal local Noticias Caracol.

O jornalista brasileiro Rafael Henzel também escapou com vida ao acidente. A assistente de bordo Jimena Suárez também está a salvo, bem como o técnico de bordo Erwin Tumiri.

As autoridades colombianas confirmaram que o defesa central Helio Zampier Neto também foi resgatado com vida.

Foi ainda confirmado que oito atletas da Chapecoense, entre eles o ex-Sporting Marcelo Boeck. Os restantes jogadores que não seguiam no avião são Neném, Demerson, Andrei, Hyoran, Martinuccio, Nivaldo e Rafael Lima. o Também o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, não seguiu no voo.




Jogadores do Chapecoense antes de embarcarem
O Chapecoense ia disputar a primeira mão da final da Copa Sul-Americana com o Atlético Nacional, da Colômbia. A confederação de futebol sul-americana (CONMEBOL) já anunciou a suspensão da Copa Sul-Americana. 

O clube Atlético Nacional já lamentou o acidente, através do twitter: "O Nacional lamenta profundamente e solidariza-se com o @chapecoensereal". Entretanto, o clube já afirmou que pediu que a Taça seja entregue ao Chapecoense. 

O Chapecoense já se pronunciou sobre este acidente com o avião que transportava os jogadores do clube: "Reserva-se o direito de aguardar o pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana, a fim de emitir qualquer nota oficial sobre o acidente. Que Deus esteja com nossos atletas, dirigentes, jornalistas e demais convidados que estão com a delegação."

O Governo do Brasil decretou luto de três dias.


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