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SIRESP diz que não houve interrupções na rede durante incêndio

Relatório garante que sistema esteve à altura e não houve falhas.

27 de junho de 2017 às 16:25

O relatório do SIRESP, entregue esta terça-feira ao primeiro-ministro e divulgado na página do Governo, garante que não houve interrupção no funcionamento da rede durante o incêndio em Pedrógão Grande. 

De acordo com o relatório, das quinze estações base existentes, cinco ficaram danificadas pelo fogo, mas nenhuma delas ficou fora de serviço "em consequência do incêndio". 

No documento, com 41 páginas, é dito que, no primeiro dia de incêndio (dia 17), "as situações de congestionamento não foram significativas, particularmente até às 23h00". 

Quanto às cinco estações que ficaram "parcialmente destruídas pelo incêndio", o relatório assegura que "mantiveram a cobertura entre os operacionais no terreno". Entraram, sim, em "modo local", permitindo a comunicação entre quem estava no terreno via "walkie-talkie" mas não entre estações.

É dito ainda que foi instalada uma "estação móvel no dia 18" pela manhã enquanto as estações eram reparadas, facto que aconteceu no dia seguinte.

Proteção Civil devia ter solicitado "em tempo útil" estação móvel das comunicações

A Proteção Civil deveria ter solicitado "em tempo útil" uma estação móvel do sistema de comunicações quando verificou que "a situação estava a tornar-se excecional" no incêndio de Pedrógão Grande, segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

"A ANPC (Autoridade Nacional de Proteção Civil) ao verificar que a situação se estava a tornar excecional requisitando mais meios de combate ao incêndio, deveria também em simultâneo ter solicitado preventivamente a mobilização da estação móvel em tempo útil, mesmo antes de alguma estação rádio fixa se encontrar em modo local", refere a SGMAI num relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande e o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) em 17 de junho.

O relatório, publicado hoje no portal do Governo, adianta que recebeu o pedido para ativar a estação móvel (base auto transportada com ligações satélite que permite conexão com a rede SIRESP) às 21h15 pelo chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Interna e da ANPC 14 minutos depois, tendo o procedimento sido ativado.

"Nesse momento era já impossível ter a EM (estação móvel) em Pedrógão Grande a tempo de ajudar a minorar as ocorrências que resultaram em mortes", refere a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), avançando que o tempo necessário para que a EM se deslocasse e iniciasse serviço é de quatro horas.

Segundo a SGMAI, que cita a análise da 'fita do tempo' do incêndio da ANPC, as mortes terão ocorrido até às 22h30 do dia 17 de junho.

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