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“Vi logo que era um explosivo”, afirma morador de Pedrógão

Um mês depois da tragédia, habitantes falam em "mão criminosa" no incêndio que matou 64 pessoas.
Por Paula Gonçalves e José Durão|16.07.17
Um objeto suspeito encontrado por um morador de Salaborda Nova, Pedrógão Grande, na zona consumida pelas chamas foi entregue à GNR pelo presidente da Junta de Vila Facaia. Vítor Fernandes, 39 anos, encontrou o engenho junto a uma estrada, a cerca de três quilómetros de Vila Facaia, uma semana após o incêndio que matou 64 pessoas e deixou mais de duas centenas feridas.

"No início pensei que fosse uma peça de um trator, mas quando me aproximei vi logo que era um explosivo e estavam três buracos no chão", conta Vítor Fernandes, que trabalha na Junta de Freguesia. Entregou o objeto ao colega, José Luís, que também não teve dúvidas: "Tem jeito de ser um explosivo. Era em metal e tinha o feitio de uma bomba de foguete, mas grande". O artefacto foi depois entregue à GNR por José Dinis, presidente da Junta de Vila Facaia. A população diz que foram encontrados outros objetos semelhantes, mas José Dinis garante ao CM que só viu aquele.

A descoberta vem reforçar as suspeitas dos habitantes relativamente às causas do fogo de Pedrógão. Dália Fernandes, de Escalos Fundeiros, onde o fogo começou, não tem dúvidas de que "houve mão criminosa". Só assim entende que "passado pouco tempo do início do fogo aqui, já estivesse a arder numa zona oposta, a um quilómetro de distância".

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