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Saúde metabólica: o que já está a fazer bem e onde pode melhorar

A saúde metabólica está na ordem do dia e há boas razões para isso. Pense nela como uma espécie de PPR para a reforma e para uma longevidade saudável e confirme: será que está a investir o suficiente?

10 de setembro de 2026 às 11:34

A geração que hoje se aproxima dos 60 chega a esta fase da vida com uma energia e uma vontade de fazer planos que pouco têm que ver com a ideia tradicional de reforma. Viajar, aprender, começar projetos, recuperar sonhos adiados ou simplesmente ter mais tempo para fazer aquilo de que se gosta.

A reforma deixou de ser, para muitos, um ponto de chegada e passou a ser um reinício aguardado com expectativa. Nas redes sociais, até já surgiu uma designação para descrever os protagonistas desta pequena grande revolução na forma de encarar esta fase da vida: geração NOLT.

Ter saúde e autonomia são condições essenciais para aproveitar o melhor destes anos, fatores que não controlamos completamente, mas que felizmente também não dependem apenas da genética nem de questões que não podemos influenciar. Muitas das escolhas que fazemos todos os dias podem ajudar a manter o organismo a funcionar bem durante mais tempo.

O que é a saúde metabólica?

É aqui que entra um conceito de que provavelmente já ouviu falar e que é cada vez mais associado a uma longevidade saudável e ativa: saúde metabólica – a forma como o organismo produz, utiliza e regula a energia de que precisa para funcionar.

Quando este equilíbrio se mantém, o corpo consegue responder melhor às exigências do dia a dia. Quando começa a falhar, aumenta o risco de doenças como a diabetes tipo 2, a doença cardiovascular ou a doença hepática, muitas vezes de forma silenciosa durante anos até surgirem os primeiros sinais visíveis.

A boa notícia? Cuidar da saúde metabólica não exige uma vida cheia de regras e restrições. Na verdade, é provável que já faça muitas das coisas que ajudam a protegê-la, trabalhando todos os dias para uma .

O que já pode estar a fazer bem

Caminhar é uma delas. Não é preciso correr maratonas para tirar partido do poder da atividade física na regulação da saúde metabólica. Mexer-se regularmente ajuda o organismo a utilizar melhor a energia que obtém a partir da alimentação, além de ser uma forma simples de cuidar do coração e do bem-estar. Uma simples caminhada de 10 a 15 minutos depois das refeições pode ajudar a controlar a subida da glicose no sangue.

A alimentação também é importante. Comer fruta, hortícolas, leguminosas, cereais integrais, peixe, ovos, laticínios e frutos oleaginosos, beber água suficiente e não fazer dos alimentos ultraprocessados uma presença constante são recomendações que provavelmente já conhece. O que talvez não saiba é que, em conjunto, também ajudam a manter um metabolismo mais equilibrado.

Cuide dos músculos. Os músculos são grandes consumidores de glicose e conseguem armazená-la sob a forma de glicogénio, ajudando a manter os níveis de açúcar no sangue equilibrados e a fornecer energia quando o organismo precisa.

Os mitos a ignorar

Incluir ou manter treinos de força na rotina à medida que a idade avança não é uma questão estética, é uma questão de saúde. Esqueça a ideia de que levantar pesos tem uma idade própria. Os treinos de força são tanto mais importantes quanto maior for o risco de perda de massa muscular, e não só para manter um metabolismo equilibrado. Quando a perda de massa muscular é acentuada, a mobilidade e a autonomia podem ser comprometidas e aumenta o risco de quedas.

Pode levantar pesos, fazer exercícios com o peso do próprio corpo ou até socorrer-se de objetos que tem em casa, como cadeiras ou garrafas de água, para ajudar a criar resistência. O importante é criar uma rotina de treino, com movimentos corretos e intensidade adaptada à sua condição física para evitar lesões. Seja num ginásio ou em casa, estes exercícios vão ajudar a preservar músculos, ossos e independência.

Mais sono e menos stress

O também entra nesta equação. Dormir o tempo necessário para recuperar (sete a nove horas diárias), manter horários relativamente regulares e encontrar formas de lidar com o stress são cuidados tão importantes como aquilo que pomos no prato, os minutos de caminhada que reservamos para cada dia e o resto da atividade física que possamos incluir na rotina.

Isolados, são pequenos gestos. Em conjunto, podem dar um enorme contributo para a saúde metabólica em quatro grandes eixos: controlo glicémico, massa muscular, flexibilidade metabólica e funcionamento celular.

São receitas simples que podem ser postas em prática a qualquer momento. Uma espécie de PPR para a reforma que pode render saúde, força e autonomia para aproveitar tudo o que ainda está por viver. Não podemos controlar tudo, mas se agirmos sobre aquilo que podemos controlar já estamos a fazer muito!

Treino de força: como começar depois dos 50?

Pode ler mais sobre a importância da saúde metabólica para uma longevidade saudável na edição de setembro de , com dicas práticas para proteger a sua saúde e recomendações para iniciar uma rotina de treinos de força depois dos 50 anos.

Em foco nesta edição está ainda o papel da alimentação na gestão do stress, porque aquilo que comemos pode mesmo influenciar a capacidade de recuperar em momentos de maior pressão, assim como uma análise sobre o fenómeno do sleepmaxxing.

Hoje relógios inteligentes, smartphones e outros gadgets tornaram possível medir quase tudo e há cada vez mais quem os utilize para atingir um sono perfeito. Será que vale a pena?

Na edição de setembro de A Minha Saúde & Bem-estar, da Auchan, há ainda para ler um , com espaço para temas como a cárie do biberão ou 10 mitos comuns sobre a higiene dos bebés.

Saúde metabólica: o que já faz bem e onde pode melhorar em prol de uma longevidade saudável
Saúde metabólica: o que já faz bem e onde pode melhorar em prol de uma longevidade saudável FOTO: Auchan
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