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“A pandemia veio acentuar a importância do setor social”

A ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, falou ao ‘CM’ sobre o papel da inovação no campo da ação social e sobre a importância das instituições da economia social e solidária.
18 de Março de 2021 às 10:34
A ministra Ana Mendes Godinho afirma que a economia social e solidária será parte ativa no Plano de Recuperação e Resiliência traçado pelo Governo
A ministra Ana Mendes Godinho afirma que a economia social e solidária será parte ativa no Plano de Recuperação e Resiliência traçado pelo Governo

Está quase a arrancar a segunda edição do Hackathon 100% Colaborativo, uma maratona de ideias criada pelo Departamento de Empreendedorismo e da Economia social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) que convida os participantes e organizações sociais a passar da ‘palavra à prática’ no desenvolvimento de soluções inovadoras em prol do bem social.

As inscrições estão abertas até dia 23 de março. Um dos parceiros do projeto da SCML é o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social. Em entrevista, a ministra Ana Mendes Godinho explicou ao ‘CM’ a importância desta oportunidade e as vantagens da aposta na digitalização.

Quais as mais valias do Hackathon colaborativo promovido pela SCML?

A tecnologia é uma ferramenta para a transformação do Estado, das empresas e da sociedade. Muda e molda a sociedade e deve focar-se em áreas prioritárias como a inclusão, educação, qualificação, especialização e investigação. A digitalização pode ser um instrumento de inclusão social se promover a tolerância, a aproximação, o acesso ao conhecimento e se for usada como instrumento de desenvolvimento social e económico.

Que ideias e projetos gostava de ver nascer nesta iniciativa?

Esperamos ver projetos que apostem fortemente em programas de qualificação e requalificação das pessoas, com o desenvolvimento de novas competências. Que melhorem a qualidade dos cuidados prestados e dêem resposta a problemas reais dos mais desfavorecidos.

O conceito de Economia Social tem ganho protagonismo na UE e é uma das prioridades da Presidência Europeia. De que modo a Agenda Social irá apoiar e impulsionar as instituições sociais na realidade portuguesa?

O objetivo é que o Plano de Ação tenha medidas concretas para executar o Pilar Social Europeu e permita alcançar metas mais objetivas de melhoria das condições de vida e de trabalho na Europa e combata a pobreza e a exclusão social. Por isso, a primeira prioridade do Programa de Recuperação e Resiliência é responder às vulnerabilidades sociais que a crise sanitária mais evidenciou, melhorando as respostas sociais aos mais velhos, às variadas carências habitacionais e a integração dos territórios de exclusão.

A Economia Social e Solidária será parte ativa do Plano de Recuperação e Resiliência. Os investimentos a realizar serão alinhados com o quadro estratégico nacional para a inclusão social, a redução da pobreza, o envelhecimento ativo e saudável e a inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidades. Por exemplo, a requalificação da rede de equipamentos e respostas sociais; o alargamento da rede de equipamentos e respostas sociais; a criação de equipas multidisciplinares de intervenção, uma nova geração do apoio domiciliário e aquisição de viaturas elétricas.

Para além disso, o Ministério está a realizar um trabalho conjunto com os restantes ministérios para garantir as condições de acessibilidade das entidades da economia social aos vários investimentos na área da saúde, da educação, da habitação, ou das Empresas 4.0; garantida está a acessibilidade das entidades da Economia Social e Solidária às áreas de atuação concreta do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social no âmbito do PRR. Em particular, o desenvolvimento da nova geração de equipamentos e respostas sociais para a 1ª infância, pessoas idosas e pessoas com deficiência que contará com um investimento de 417 milhões de euros.

Qual impacto que a economia social tem no País?

A pandemia veio evidenciar a importância de um setor que, já em 2018 empregava cerca de 6,4% do total de pessoas ao serviço das empresas em Portugal. Em 2016, o setor da Economia Social e Solidária gerava 3% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da economia portuguesa.

Apesar da sua importância para a sociedade, para os cidadãos e para a economia real, as entidades da economia social enfrentam grandes desafios no que diz respeito à maturidade da digitalização. A digitalização destas entidades é fundamental e pode ser um motor essencial para a criação de novos postos de trabalho.