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“Pandemia recuperou sentimento de entreajuda”

Alívio das medidas de restrição permite regresso do Projeto RADAR, que tem como objetivo central “apoiar quem precisa”, nomeadamente a população com 65 anos ou mais. Sérgio Cintra, administrador da Santa Casa de Lisboa, garante que a Covid-19 não contagiou a essência do projeto.
20 de Maio de 2021 às 07:53
Sérgio Cintra, administrador do Departamento de Ação Social e Saúde da SCML, (à direita na foto) durante a ação que marcou o regresso do projeto RADAR
Sérgio Cintra, administrador do Departamento de Ação Social e Saúde da SCML, (à direita na foto) durante a ação que marcou o regresso do projeto RADAR

A iniciativa "Atualizar para melhor servir" marcou o regresso do projeto RADAR da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) às ruas. Ao CM, Sérgio Cintra, administrador do Departamento de Ação Social e Saúde da SCML revela a essência do RADAR que tem uma "base comunitária para apoiar quem precisa".

Qual é a importância do Projeto RADAR?

O RADAR é um projeto de intervenção comunitária, em que todos nós podemos ser simultaneamente quem sinaliza ou quem é sinalizado. Foi orientado para sinalizar pessoas com 65 anos ou mais, que vivem sozinhas ou acompanhados de alguém dentro da mesma faixa etária, utilizando a maior força que a cidade tem, que é a sua rede de vizinhança.

Como é feito o levantamento das pessoas?

Fomos para a rua fazer o recenseamento e pedimos ajuda, para conseguir identificar quem eram estas pessoas. Fizemos perguntas, se tinham ou não família, por exemplo. Depois, deixamos um cartão para irmos falar com a pessoa. Nessa altura é recolhido o consentimento escrito, que autoriza a partilha dos dados pessoais com as entidades parceiras: juntas de freguesia, PSP, centro de saúde e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Entretanto, surge a pandemia. Como deram continuidade a esse trabalho?

Fizemos um trabalho de parceria. Tínhamos várias linhas de atendimento, com equipas a ligar todos os dias para cerca de mil pessoas. Ao mesmo tempo, as juntas de freguesia também faziam contactos, até porque eram cerca de 30 mil pessoas sinalizadas. Só desta forma era possível contactar todas as pessoas.

A pandemia tornou mais evidentes as necessidades dos idosos?

 A pandemia recuperou um sentimento que às vezes estava perdido, o da entreajuda. Nesse caso, a pandemia teve uma importância muito grande. Conseguimos encontrar respostas que nenhuma organização sozinha conseguiria dar. Enquanto Misericórdia, incentivamos a ideia de trabalho cooperativo. O truque é o trabalho em rede de todas as organizações, através do RADAR.

Com a pandemia aumentou o número de pessoas que precisam de ajuda?

O número está estável. Claro que houve entrada de novas pessoas, porque a vida é dinâmica. Um dia as pessoas estão bem, mas os anos vão passando e as pessoas passam a necessitar de outro tipo de apoio. Aquilo que têm de perceber é que existe um conjunto de organizações disponível para as realizar, independentemente da sua capacidade financeira. Estamos cá para apoiar as pessoas.