page view

Logo CStudio

Icone informativo

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Emoção e até...glamour no rally de Lisboa

A quarta edição da prova é já esta semana e, entre as novidades, destaca-se a superespecial na marina de Cascais.

06 de junho de 2024 às 10:52

1 / 2

2024-06-05_12_08_37 Bernardo Sousa.jpg
2024-06-05_12_08_56 Rui Madeira 1.JPG

A história constrói-se e o Rally de Lisboa está a escrever a sua, quando se prepara para a quarta edição da competição que saiu para a estrada, pela primeira vez, em 2021. A organização, a cargo do CPKA – Clube de Promoção de Karting e Automobilismo, sentia que faltava uma prova de ralis à Grande Lisboa, depois de tantos anos ligada a eventos como o Rally de Portugal, e partiu para a criação de uma competição que tem vindo a crescer.

É um crescimento não só na sua dimensão competitiva, mas também na popularidade entre um público português (e não só) que, como se sabe, é muito entusiasta pelos desportos motorizados.

A edição deste ano realiza-se entre os próximos dias 6 e 8 de junho, com o primeiro a ser apenas dedicado a verificações técnicas e administrativas, estando a espetacularidade dos troços e dos carros reservada para os dias seguintes. Serão 13 Provas Especiais de Classificação (PEC), com a organização a introduzir algumas novidades que Humberto Silva, presidente do CPKA, espera que sejam "trunfos" no sentido de atrair ainda mais público, depois de uma edição de 2023 que registou, ao longo dos vários dias, entre 70 e 80 mil espectadores nas estradas.

Ao estilo do Mónaco

"Esperamos, pelo menos, estar ao nível dos anos anteriores no que diz respeito à adesão do público. Descobrimos novos troços na zona oeste. Conseguimos inovar, voltar a Sintra – que não tinha uma prova deste nível desde a saída do Rally de Portugal daquela zona – e teremos uma superespecial na marina de Cascais. Esta é uma inovação, para tentar dar algum ‘glamour’ à prova e atingir outros patamares", explica o responsável, estabelecendo até, salvas as devidas diferenças, algum paralelismo entre este cenário e o encanto proporcionado pela baía do Mónaco na Fórmula 1 e no Mundial de Ralis.

Acresce ainda a presença de classificativas com tradição no automobilismo português. "Este é um rali que mexe. A população que gosta dos ralis sabe que a Peninha e Montejunto eram troços míticos do passado no Rally de Portugal", acrescenta, esperando, por isso, contar com uma forte adesão dos fãs da modalidade.

Para isso, conta igualmente com a forte aposta do CPKA na promoção do evento, que este ano terá transmissão, em "streaming", de vários troços. No total, são nove os concelhos que abraçam este projeto: Lisboa, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira, Alenquer, Cadaval, Cascais e Sintra. No dia 7 de junho, sexta-feira, a manhã arranca com o "shakedown", na Tapada de Mafra, seguindo-se após o almoço a protocolar cerimónia de partida (junto ao Padrão dos Descobrimentos) e as primeiras cinco classificativas: Mafra, Arranhó, Vila Franca de Xira, Alenquer e Montejunto, sendo a penúltima a mais extensa de toda a prova, com 16,23 km.

Para o último dia estão reservadas as segundas passagens pelos troços anteriormente enumerados, exceto o de Montejunto, mas juntam-se ainda as especiais Vinhos de Lisboa, Alcabideche, Peninha e a competição desagua na superespecial da marina de Cascais, seguindo-se a cerimónia do pódio, ao final da tarde, no Padrão dos Descobrimentos.

O público pode assistir às cerimónias formais no Padrão, assim como se deslocar ao Centro Operacional e Parque de Assistências, situado na Alta de Lisboa, para ver de perto os pilotos, as máquinas e todo o exigente trabalho das equipas de mecânicos. Nos troços, é da mais alta importância que sejam respeitadas as Zonas Espetáculo criadas para um acompanhamento em segurança de toda a ação.

Taça de Portugal de Ralis

Estamos a falar de uma competição de asfalto, com alguns troços mais exigentes do ponto de vista técnico e de aderência, já que uns são mais sinuosos, outros mais rápidos; uns terão uma superfície mais abrasiva, outros mais escorregadia. Desafios que prometem tornar o evento aliciante para quem o acompanha, mas também para quem nele participa. E o Rally de Lisboa tem, pelo segundo ano consecutivo, o aliciante de ser a prova única que atribui a Taça de Portugal de Ralis, após nomeação por parte da FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

"Esta prova, que vai para a quarta edição, é quase um caso de estudo. Um evento que é candidato ao campeonato nacional, mas está inserido em vários troféus internacionais, entre os quais Toyota Gazoo Racing Iberian Cup, Clio Trophy Portugal, Clio Trophy Spain e Sandero Exo Cup Spain. Por cá, conta para a Taça de Portugal, sendo a prova que atribui o título diretamente", explica Humberto Silva.

No que diz respeito a prémios, haverá troféus para as diversas categorias competitivas, sendo que os três portugueses mais bem classificados no final terão direito a prémios monetários, no valor de 2500 euros (1.º), 1500 (2.º) e 1000 (3.º).

A edição deste ano presta ainda homenagem a Joaquim Santos, antiga glória dos ralis nacionais que faleceu em março passado, aos 71 anos. Uma vez que esta prova constitui a Taça de Portugal de Ralis, a FPAK e o CPKA decidiram prestar uma singela homenagem ao antigo pentacampeão nacional de ralis através do nome oficial da prova: Rally de Lisboa – Memorial Joaquim Santos.

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8