Confederação Nacional de Agricultura propõe ao Governo regulação do preço dos combustíveis
CNA afirmou que os aumentos dos combustíveis "vêm agravar a situação de muitos milhares de agricultores que já se encontram numa situação muito difícil devido às intempéries".
A Confederação Nacional de Agricultura (CNA) propõe ao Governo o "controlo efetivo do mercado energético com a regulação de preços" para mitigar os aumentos nos combustíveis na sequência da guerra no Médio Oriente.
"O preço gasóleo agrícola não para de subir desde o início da Guerra no Irão, tendo já aumentado cerca de 30%, um aumento brutal em menos de três semanas e que, em proporção, é superior ao do gasóleo rodoviário", lê-se em comunicado.
A CNA afirmou que os aumentos dos combustíveis "vêm agravar a situação de muitos milhares de agricultores que já se encontram numa situação muito difícil devido às intempéries".
Em relação ao debate quinzenal de quarta-feira no parlamento, a confederação referiu que as medidas anunciadas "não contemplaram o setor agrícola", sendo que a "CNA quer acreditar que se tratou de um lapso e que na reunião de hoje do Conselho de Ministros considere o setor agroflorestal".
Os agricultores propõem a equivalência nas medidas de apoio previstas para as restantes atividades económicas e criação de um programa de compras conjuntas de fertilizantes.
"Ao aumento da fatura com os custos energéticos somam-se os aumentos dos fertilizantes (mais de 35% da ureia comercializada passa pelo Estreito de Ormuz) e a perspetiva é de subida dos restantes fatores de produção", lê-se em comunicado.
A CNA pretende ainda o combate à especulação dos preços, "de forma a impedir aproveitamentos da situação para a maximização de lucros. Os controlos devem ser efetivos e constantes".
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