Ex-ministro brasileiro detido na Operação Lava Jato

Antônio Palocci foi ministro das Finanças do Brasil.

26 de setembro de 2016 às 11:43
Polícia Federal, Antônio Palocci, Operação Lava Jato, Brasil, crime, lei e justiça, crime económico, investigação Foto: Reuters
Partilhar

A Polícia Federal brasileira prendeu ao amanhecer desta segunda-feira, em São Paulo, o ex-ministro das Finanças de Lula da Silva e ex-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, António Palocci. Este é o segundo ex-ministro de ambos a ser preso em quatro dias por corrupção.

Palocci foi preso em casa, na 35.ª fase da Operação Lava Jato, que investiga desvios milionários na Petrobrás e corrupção generalizada durante os executivos daqueles dois ex-governantes.

Pub

O nome de Palocci já é citado em corrupção desde que foi presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, rica cidade no interior do estado de São Paulo, e voltou a aparecer no escândalo do "Mensalão", descoberto em 2005, que quase derrubou Lula, então no primeiro mandato.

Agora, o ex-ministro, até hoje um dos nomes de maior influência no Partido dos Trabalhadores, volta a ser ligado a corrupção, desta feita ao esquema de enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas com milhões desviados da Petrobrás através da subrevalorização de contratos.

Pub

Quinta-feira, um outro líder do PT que teve papel de destaque nos governos de Lula e de Dilma, o ex-ministro das Finanças Guido Mantega, também foi preso em São Paulo na 34.ª fase da Lava Jato. Mantega, igualmente acusado de corrupção, acabou por ser libertado horas depois, quando o juíz Sérgio Moro, que comanda a operação, soube que a mulher do ex-ministro estava a ser operada a um cancro. 

Na ação desencadeada esta segunda-feira, estão a ser cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, 15 de condução coercitiva e três de prisão preventiva. Além de São Paulo, a 35.ª fase da Lava Jato está a acontecer também nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Brasília.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar