Marido defende inspetora da PJ acusada de matar idosa
Ana Saltão está acusada de matar a avó do marido, de 80 anos, atingida mortalmente com 14 tiros a 21 de novembro de 2012.
O marido da inspetora da PJ acusada de matar a avó daquele, em Coimbra, em 2012, defendeu esta segunda-feira em tribunal a inocência da mulher, considerando que não teria condições físicas para cometer o crime.
Ouvido em tribunal, o também inspetor da PJ no Porto afirmou que Ana Saltão, inspetora acusada de matar a avó do marido a 21 de novembro de 2012, "não tinha condições para conduzir o carro" do Porto a Coimbra, no dia do crime, "não sabia ir por estradas secundárias", desconhecia "as rotinas" da avó e não tinha motivações. A inspetora, acusada de homicídio qualificado e de peculato (pelo alegado uso de arma que pertencia a colega da Judiciária), "não faria nada que a privasse da sua relação com a filha", disse Carlos Coelho, quando questionado pelo tribunal.
A testemunha referiu ainda que "não sabia quanto dinheiro" a sua avó teria, garantindo que o casal não tinha dificuldades económicas. A idosa, de 80 anos, foi atingida mortalmente com 14 tiros, numa residência da rua António José de Almeida, zona de Celas, em Coimbra. Ana Saltão, inspetora da PJ desde 2005, estava de baixa médica quando ocorreu o crime, afirmando, no Tribunal de Coimbra, que passou a tarde de 21 de novembro em casa, tendo ido buscar a filha ao infantário às 19:30. Disse ainda que foi informada da morte da avó do marido por volta da meia-noite desse mesmo dia.
Carlos Coelho disse também que "é falso" que tenha "conduzido" o inspetor da PJ para uma determinada linha de investigação, sublinhando que "a investigação terminou" na madrugada de 22 de novembro, após se ter descoberto que os 14 disparos efetuados foram a partir de uma glock de 9mm (arma apenas usada por forças policiais e militares).
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