David Bowie (1947-2016)

Britânico morreu após uma batalha de 18 meses contra o cancro.

11 de janeiro de 2016 às 07:11
david bowie Foto: Reuters
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Acompanhava carreira de David Bowie?

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Acompanhava carreira de David Bowie?

O cantor britânico David Bowie morreu, aos 69 anos, após uma batalha de 18 meses contra o cancro, noticiou esta segunda-feira a BBC, citando o filho do músico.

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Na conta oficial do Twitter de David Bowie, a última entrada, datada de 10 de janeiro de 2016, refere que o músico "morreu pacificamente e rodeado da sua família, após uma corajosa batalha de 18 meses contra um cancro".

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"Enquanto muitos de vocês vão partilhar esta perda, pedimos que respeitem a privacidade da família neste momento de dor", pode ler-se ainda.

Blackstar é o último álbum

David Bowie lançou na sexta-feira, dia do seu 69.º aniversário, o álbum Blackstar, o 25.º da carreira, onde se apresenta como um 'rocker' ainda apostado em surpreender, ao enveredar por alguma experimentação jazz.

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https://www.facebook.com/davidbowie/posts/10153176666977665

January 10 2016 - David Bowie died peacefully today surrounded by his family after a courageous 18 month battle with...

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"10 de Janeiro de 2016: David Bowie morreu tranquilamente hoje, rodeado pela sua família, após uma corajosa batalha contra o cancro durante 18 meses. Muitos de vós partilham esta perda, mas pedimos que respeitem a privacidade da família durante o tempo de luto"

Um dos mais influentes de sempre

O camaleónico David Bowie conjugou magistralmente talento, 'gancho' comercial e ambiguidade, tornando-se num dos músicos mais influentes de sempre, com um estilo ímpar que nunca deixou de reinventar.

Provocador, enigmático e inovador, construiu uma das carreiras mais veneradas e imitadas da indústria do espetáculo, que o colocou no pedestal das lendas da música.

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FOTO: Shaun Best/Reuters
David Bowie, Reino Unido, cancro, música
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David Bowie, Reino Unido, cancro, música
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David Bowie, Reino Unido, cancro, música
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David Bowie, Reino Unido, cancro, música
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David Bowie, Reino Unido, cancro, música

Nascido David Robert Jones, a 08 de janeiro de 1947, no seio de uma família modesta de Brixton, um bairro popular do sul de Londres, a lenda do rock viu o primeiro sucesso chegar em 1969, com Space Oddity, uma música que se tornou mítica sobre a história de Major Tom, um astronauta que se perde no espaço.

Nessa altura, já tinha operado a primeira de muitas reinvenções, ao "batizar-se" David Bowie quatro anos antes, para evitar confusões com Davy Jones, vocalista dos The Monkees, banda rival dos Beatles.

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Os anos 1970 viram-no dominar o panorama musical britânico e conquistar os Estados Unidos da América com uma série de álbuns de sucesso.

Desafiava qualquer rótulo

Bowie, que estudou budismo e mímica, traçou o caminho para vingar como uma das figuras de maior relevância durante mais de cinco décadas. Multifacetado, também foi ator, produtor discográfico e venerado como ícone de moda pela tendência para provocar por via da indumentária.

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Autor de álbuns aclamados como Heroes (1977), Lodger (1979) e Scary Monsters (1980), o artista, radicado em Nova Iorque há anos, chegou ao topo da indústria a 06 de junho de 1972 com The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spider From Mars.

Este disco, em que relata a inverosímil história da personagem Ziggy Stardust, um extraterrestre bissexual e andrógino transformado em estrela de rock, reuniu duas das obsessões do cantor: o teatro japonês kabuki e a ficção científica.

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Contudo, essa excêntrica personagem foi apenas uma das muitas personalidades que adotou ao longo da carreira, como os outros "alter egos" da sua produção criativa: Aladdin Sane ou Duque Branco.

Primeiro êxito nos EUA

Em 1975, chegou o primeiro êxito nos Estados Unidos, com o 'single' Fame, que coescreveu com John Lennon, e também graças ao disco Young Americans.

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Mais tarde, em 1977, chegou o minimalista Low, a primeira de três colaborações com Brian Eno, conhecidas como a Trilogia de Berlim, que entraram no top 5 britânico.

Ao lugar cimeiro da tabela musical no seu país chegou ainda com Ashes to Ashes, do álbum Scary Monsters (and Super Creeps); colaborou com os Queen no êxito Under Pressure e voltou a triunfar em 1983 com Let's Dance.

Em 2006, anunciou um ano sabático e desde então muitos fãs choraram a prolongada ausência que deu azo a todo o tipo de rumores sobre a sua saúde.

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Esse "retiro" musical foi quebrado esporadicamente, como com a aparição surpresa num concerto de David Gilmour (Pink Floyd) no Royal Albert Hall de Londres nesse mesmo ano ou com a colaboração no álbum de canções de Tom Waits que a atriz norte-americana Scarlett Johansson publicou em 2008.

Bowie "ressuscitou"

Após anos de silêncio, David Bowie "ressuscitou" em 2013, aos 66 anos, com The Next Day, um disco produzido pelo veterano Tony Viscontti, o seu homem de confiança que enamorou a crítica com típicos elementos 'bowinianos'. Um ano depois, pôs no mercado a antologia Nothing Has Changed, com a qual celebrou meio século de carreira.

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O seu mais recente álbum foi Blackstar, em que surge como um 'rocker' ainda apostado em surpreender ao enveredar por alguma experimentação jazz, o qual foi posto à venda na passada sexta-feira, coincidindo com a data do seu 69.º aniversário.

O seu 25.º álbum, surgido sob o signo de uma misteriosa estrela negra (Blackstar), é atravessado por baterias epiléticas, por correntes e explosões de saxofones (o primeiro instrumento de Bowie) e por uma voz de veludo que transmite ora doçura, ora inquietação em surdina.

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136 milhões de discos vendidos

O magnetismo e inesgotável força comercial de Bowie, que vendeu aproximadamente 136 milhões de discos em todo o mundo, fazem a sua última etapa no museu londrino Victoria & Albert, que lhe dedica uma extensa exposição, em que se explora a sua influente carreira através de 300 objetivos seus, selecionados de entre mais de 7.000.

David Bowie, que lutava há 18 meses contra um cancro, era casado desde 1992 com a modelo somali Iam, com a qual teve uma filha, Alexandria Zahra "Lexi" Jones. Tem outro filho, Duncan Jones, fruto de um primeiro casamento com Angela Bowie.

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Clique para aceder à opinião de Eduardo Dâmaso, diretor-adjunto do CM: Um herói nunca morre

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