Artista morreu de cancro e terá sofrido seis ataques cardíacos.
Manteve em privado a doença até dos músicos que trabalharam com ele no novo álbum de originais, Blackstar, lançado dois dias antes da sua morte, no domingo, aos 69 anos. David Bowie sofreu longe dos holofotes, durante 18 meses, de cancro no fígado e, nas últimas aparições, embora com ar débil, manteve o sorriso e a pose de galã.
A autora do livro biográfico Bowie (2014), Wendy Leigh, alega que o artista sofreu, nos últimos anos, seis ataques cardíacos, enquanto o encenador belga Ivo Van Hove, que trabalhou com Bowie no musical Lazarus, em cena em Nova Iorque, confidenciou que o próprio músico receava "não estar sempre presente, por causa da doença" e temia não conseguir completar os novos projetos.
Conseguiu-o: David Bowie deixou pronto o 25º disco, cujas vendas dispararam desde a notícia da sua morte. Só no Reino Unido foram já vendidas 50 mil cópias de Blackstar e os analistas apontam para a liderança do top britânico nos próximos dias. Também 12 álbuns do criador de Let’s Dance já estão no top 20 dos mais descarregados do serviço online iTunes.
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Bowie quis tornar o novo disco, que o reaproxima do jazz, numa despedida. Como se vê no videoclip Lazarus, em que, a agonizar numa cama de hospital, canta: "Look up here, I’m in heaven"("Olhem para aqui, estou no Céu").
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