Costa diz que a geringoça "valeu a pena" e promete saldar empréstimo do FMI ainda em 2018
Primeiro ministro faz balanço positivo da aliança com os partidos de esquerda.
O primeiro-ministro considerou esta quinta-feira que "valeu a pena" o acordo parlamentar entre o PS, Bloco, PCP e PEV, defendendo que introduziu uma mudança política, "garantiu estabilidade" ao país, regresso à "normalidade" constitucional e "recuperação" económica.
O PM anunciou que Portugal vai acabar de pagar a dívida ao Fundo Monetário Internacional até ao final do ano, António Costa, no encerramento do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2019, na Assembleia da República.
"Até ao final deste ano pagaremos a totalidade da dívida ao FMI, com todo o significado que comporta mais este virar de página", disse António Costa.
António Costa assumiu esta posição na sessão de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2019, momentos antes de os deputados procederem à votação final global da proposta do Governo.
"Estamos a poucos minutos de comprovar que valeu a pena o PS, o Bloco de Esquerda, o PCP e "Os Verdes" terem construído a maioria parlamentar que permitiu a mudança de políticas, garantiu a necessária estabilidade, o regresso à normalidade constitucional, a recuperação económica do país e a melhoria sustentada da vida dos portugueses. Vencidas as dúvidas de muitos, desmentidos os anunciados planos B, desautorizadas as proclamadas impossibilidades aritméticas, afastados os receados diabos, este é o momento certo de dizer, valeu a pena afirmar uma alternativa de Governo que permitiu reconstruir a confiança", sustentou António Costa.
De acordo com o primeiro-ministro, no caminho até agora percorrido pelo seu executivo, houve "mais crescimento, melhor emprego, maior igualdade, contas certas e credibilidade internacional de Portugal".
"A principal conquista desta legislatura é a confiança. Desde logo a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas e na União Europeia. Temos hoje uma democracia mais rica, onde todos contam por igual, onde é sempre possível construir uma alternativa em que a participação ativa na União Europeia não subtrai aos cidadãos a liberdade de escolha, como se estivessem condenados ao pensamento único da ortodoxia liberal", declarou, numa nota de demarcação face ao Governo anterior.
Na sua intervenção, o primeiro-ministro advogou que o seu Governo reduziu o défice e a dívida sem cortes nas pensões e nos salários, procedendo, antes, a devoluções e aumentos de pensões e de salários.
"Fizemo-lo sem aumentar impostos, devolvendo, pelo contrário, 1000 milhões de euros de IRS às famílias. Fizemo-lo sem enfraquecer serviços públicos e direitos, pelo contrário recuperando serviços públicos e restituindo direitos. Ou seja, não sacrificámos os portugueses à obsessão do défice; melhorámos o défice melhorando vida dos portugueses", sustentou.
Ainda segundo António Costa, em 2015, promete a construção de uma alternativa política e, esse objetivo, na sua opinião, foi cumprido.
"Cumprimos a Constituição da República Portuguesa, cumprimos as regras acordadas com os nossos parceiros da UE, cumprimos as posições conjuntas assinadas com o PEV, o PCP e o BE e, acima de tudo, cumprimos os nossos compromissos com os portugueses. É assim que o Governo se apresenta perante esta Assembleia da República", acrescentou.
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