“Ruídos” levam à retirada de Trump de gala de jornalistas, sem registo de feridos

Ainda não é claro o que levou à saída do presidente dos EUA de evento que boicotava desde 2015.

Atualizado a 26 de abril de 2026 às 03:01
Agentes de segurança em alerta durante a retirada de Trump numa gala de jornalistas Foto: Tom Brenner/AP
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A mesa de honra do jantar dos jornalistas correspondentes na Casa Branca, em Washington, EUA, que contava com a presença do presidente e da primeira-dama dos Estados Unidos, foi evacuada repentinamente na noite deste sábado, início de madrugada de domingo em Portugal. Relatos da televisão Fox, editorialmente próxima de Trump, referem o disparo de tiros no salão de baile do hotel Hilton da capital norte-americana. Já o jornal Washington Post refere que Donald Trump e outros convidados foram retirados do salão depois de convidados terem supostamente ouvido vários ruídos altos dentro do salão e visto muitas pessoas procurar abrigo debaixo das mesas. O diário New York Times, por sua vez, afirma que vários agentes dos serviços secretos, com armas em punho, correram pelos corredores na tentativa de chegar até ao presidente. 

A Associated Press recorda que a presença de Donald Trump no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca acontece pela primeira vez desde 2015 e quando o presidente expõe publicamente a relação conflituosa do seu executivo com a imprensa livre.  

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Apesar deste boicote, o jantar deste ano contava com a estranha presença não só de Trump, como do seu ‘vice’, JD Vance e ainda Scott Bessent, secretário do Tesouro, Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional, Sean Duffy, secretário de Transportes, Karoline Leavitt, secretária de Imprensa, Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca e Kash Patel, diretor do FBI. 

Segundo a CNN internacional, um agente da secreta dos EUA anunciou pelo rádio que um atirador estava sob custódia. 

Weijia Jiang, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, disse à imprensa que o programa será retomado e que mais detalhes serão divulgados em breve.  

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Este incidente, de contornos ainda pouco claros, acontece na noite em que o encontro previsto para Islamabad, no Paquistão, entre representes do Irão e dos EUA com vista a um entendimento para a reabertura do estreito de Ormuz, acabou por não se realizar.  

Pouco depois do incidente, Trump anunciava nas suas redes sociais que o "suspeito", ainda não se sabia exatamente do quê, estava sob custódia das autoridades.

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