Ventura diz que tudo fará para evitar que um "socialista" seja eleito Presidente

Líder do Chega diz que não quer ter em Belém "alguém que queira destruir a nossa economia ou destruir a nossa liberdade".

10 de janeiro de 2026 às 22:48
André Ventura Foto: Fernando Veludo/Lusa
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O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que, caso não passe à segunda volta, tudo fará para evitar que um socialista seja Presidente da República, renovando o repto a Montenegro para se posicionar sobre quem irá apoiar.

"Tudo farei para evitar que um socialista, um comunista, um extremista, alguém que queira destruir a nossa economia ou destruir a nossa liberdade ganhe as eleições", disse o candidato apoiado pelo Chega, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na Guarda.

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Apesar de recusar um cenário em que não passe à segunda volta, o também presidente do Chega vincou que não quer permitir que um candidato apoiado pelo PS "volte a ter assento no Palácio de Belém".

"Tudo farei para o derrotar. E isso significa que, podendo não gostar tanto de outros [candidatos], preferirei do que um candidato do Partido Socialista", vincou, apelando aos restantes candidatos do seu espetro político para se pronunciarem sobre o que farão caso António José Seguro passe à segunda volta.

André Ventura renovou o repto que já lançou ao PSD e a Luís Montenegro para que esclareçam quem apoiarão numa hipotética segunda volta entre Seguro e o candidato apoiado pelo Chega.

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"O socialismo em Portugal tem que acabar e temos que virar a página do socialismo. É isso que temos que fazer. Quando virarmos a página do socialismo, nós podemos começar a pensar em crescer", disse.

Recordando que há um candidato (Gouveia e Melo) que diz que anda com as duas pernas -- a direita e a esquerda --, Ventura sublinhou que Luís Montenegro tem de decidir se "quer andar com a perda direita para a frente ou com a perda direita para trás".

"As diferenças entre o PSD e o Chega são muitas e entre mim e o Luís Montenegro também são gigantescas, mas acho que é justo dizer isto: os dois queremos -- ou devíamos querer -- acabar com o socialismo e com o predomínio do Partido Socialista", acrescentou, pedindo uma clarificação de Montenegro no caso de Ventura disputar a segunda volta.

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Nesse sentido, entendeu que seria estranho Montenegro preferir "os socialistas que combateu toda a vida a alguém e a um partido e a um movimento com quem fez acordos de transformação do país".

No entanto, minutos antes, também em declarações aos jornalistas, o candidato presidencial punha os candidatos apoiados por PS e PSD no mesmo plano.

"Francamente, se escolhermos os candidatos do PS e do PSD vai ser exatamente a mesma coisa que temos tido", vincou.

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Nas declarações aos jornalistas, André Ventura colocou a sua candidatura no espetro político que "vai do centro-direita à direita", recusando que seja de extrema-direita.

"Há muitos eleitores que estiveram na dúvida entre o Chega e o PSD", considerou, acreditando que esses mesmos eleitores terão de se perguntar se vão votar em António José Seguro, caso este passe à segunda volta, ou em si.

Apesar de todos os cenários e reptos, André Ventura considerou que este não é "o tempo do taticismo político".

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