Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
8

Trabalhadores de hiper e supermercados marcam greve para o Dia do Trabalhador

Pingo Doce, Continente, Jumbo e Minipreço, emitiram um pré-aviso de greve para o 1.º de Maio.
Lusa 23 de Abril de 2019 às 16:33
Pingo Doce
Supermercado Pingo Doce
Minipreço
Supermercado
Pingo Doce
Supermercado Pingo Doce
Minipreço
Supermercado
Pingo Doce
Supermercado Pingo Doce
Minipreço
Supermercado

Os trabalhadores da grande distribuição, onde estão incluídos os do Pingo Doce, Continente, Jumbo e Minipreço, emitiram um pré-aviso de greve para o 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, tal como aconteceu em anos anteriores.

De acordo com o comunicado do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, com esta greve, os trabalhadores do setor exigem às empresas e à Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), cuja negociação se prolonga há 31 meses.

Nesta revisão do CCT pedem o aumento dos salários e o encerramento das superfícies não só no 1.º de Maio, como ao domingo e feriados, e reivindicam ainda a progressão automática do operador de armazém e o fim da tabela B.

De entre as cadeias da grande distribuição, o CESP destaca que "têm greve específica os trabalhadores do Auchan [que detém a marca Jumbo], do Pingo Doce/Jerónimo Martins, da Sonae, da Dia/Minipreço para exigir a resposta aos cadernos reivindicativos apresentados para 2019 e a negociação do CCT".

No mesmo comunicado, o CESP assume que "denuncia os comportamentos que as empresas de distribuição já estão a ter, uma vez mais, de pressão e tentativa de intimidação dos trabalhadores". Além disso, o sindicato alerta para o facto de as empresas estarem a "organizar 'lanches, almoços e festas' dentro dos supermercados para "comemorar" o Dia do Trabalhador ao invés de encerrarem no 1º de Maio, respeitando o direito dos trabalhadores".

O CESP lembra ainda e saúda a recente intervenção do Bispo do Porto, D. Manuel Linda, que na homília pascal defendeu o encerramento do comércio ao domingo, uma reivindicação antiga do sindicato e dos trabalhadores do setor.

O organismo sindical realça ainda que os trabalhadores do comércio, escritórios e serviços têm direito a melhorar as suas condições de vida e de trabalho, aumentar os salários em torno dos 600 euros, ter possibilidade de articular a vida profissional com a vida pessoal e familiar, ter trabalho seguro e com direitos.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)