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Correio da Manhã

Sociedade
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40 mil assinam petição para o fecho de centros comerciais ao domingo

Discussão ganhou força após declarações do bispo do Porto sobre o encerramento dos supermercados.
23 de Abril de 2019 às 20:01
Supermercado
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Uma petição dirigida ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo encerramento dos centros comerciais e supermercados conta já com mais de 40 mil assinaturas. 

A discussão, já antiga, voltou a ganhar folgo após as declarações do bispo do Porto, D. Manuel Linda, que defende o encerramento destes estabelecimentos comerciais a favor da família. 

O bispo criticou a abertura dos supermercados e centros comerciais aos domingos por considerar uma "expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico". "Os países mais ricos não abrem supermercados ao domingo", advertiu ainda. 

Na petição, a argumentação é semelhante à de D. Manuel Linda: "São milhares e milhões de pessoas que ao domingo se enfiam dentro dos shoppings para "passear", esquecendo-se de que passear é um conceito diferente. O tempo em família é cada vez mais escasso e o único dia que está destinado para ela, acaba por ser passado de forma pouco saudável, de forma fechada". 

Em 2007, a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) entregou à Assembleia da República uma petição com 250 mil assinaturas recolhidas que defendia o fim das limitações legais ao horário de funcionamento das grandes superfícies nos Domingos e feriados de tarde de forma a garantir mais postos de trabalho.

Associação de centros comerciais diz que abertura ao domingo foi "decisão incontestada"
A APCC - Associação Portuguesa de Centros Comerciais veio esta terça-feira manifestar o seu "total desacordo" com o Bispo do Porto que, na homília pascal, defendeu o encerramento do comércio ao domingo, lembrando que a medida foi uma "decisão incontestada".

"A abertura dos centros comerciais aos domingos foi decisão incontestada, compatível com a vida moderna, e com as reais necessidades dos consumidores. Entendemos não fazer sentido o país voltar a um debate que a sociedade já ultrapassou", refere a APCC em comunicado, numa reação às palavras de D. Manuel Linda que alertou para os transtornos psicológicos dos trabalhadores e para o fracionamento dos encontros familiares causados pelo trabalho por turnos e pela abertura dos centros comerciais e dos supermercados ao domingo.

Afirmando respeitar a opinião do Bispo do Porto, a APCC precisa que "não pode deixar de manifestar total desacordo" até porque "a flexibilidade dos horários adaptou-se na perfeição à vida dos portugueses".

"A liberalização dos horários do comércio foi uma conquista do Portugal democrático, que consideramos da maior importância para que as populações tenham livre acesso a todas as ofertas de retalho, lazer e serviços, sempre e quando entenderem, não estando condicionadas por horários semanais ou diários", afirma ainda o comunicado da APCC, salientando também "o contributo para o crescimento da empregabilidade direta e indireta" proporcionado pela "maior amplitude dos horários de abertura ao público".





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