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Níveis de ozono no ar elevados em cinco concelhos de Aveiro

Ultrapassagem dos limites máximos traz riscos para as populações.

12 de agosto de 2016 às 21:42

O valor máximo de concentração de ozono foi ultrapassado esta sexta-feira, entre as 15h00 e as 17h00, em cinco concelhos do distrito de Aveiro (Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Murtosa e Ovar), informaram as autoridades.

Em nota enviada, ao final da tarde, à agência Lusa, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) afirma que, segundo dados registados na estação da Teixugueira, no concelho de Estarreja, foi hoje ultrapassado o valor da concentração de ozono de 180 microgramas por metro cúbico.

Aquele é o valor estabelecido como limiar de informação obrigatória ao público.

Entre as 15h00 e as 16h00, foi registada, naquela estação, a concentração média horária de 195 microgramas por metro cúbico, e, entre as 16h00 e as 17h00, de 193 microgramas por metro cúbico.

A área abrangida por aquela estação integra os territórios dos concelhos de Albergaria-a-Velha, Estarreja, Murtosa e Ovar e parte do de Aveiro (freguesias de Cacia, Eirol, Eixo, Nariz, Oliveirinha, Requeixo, São Jacinto, Vera Cruz e Nossa Senhora de Fátima).

A CCDRC alerta para o facto de os valores de concentração registados poderem "provocar danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)".

A exposição a este poluente afeta, essencialmente, "as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares", sublinha.

A CCDRC recomenda que os residentes nos locais afetados "reduzam ao mínimo" a atividade física intensa no exterior "sobretudo ao ar livre" e evitem outros fatores de risco, "tais como fumar ou utilizar ou contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição", como gasolina, tintas e vernizes.

As pessoas devem respeitar "rigorosamente tratamentos médicos em curso" e recorrer a cuidados médicos "em caso de agravamento de eventuais sintomas", adverte ainda a CCDRC.

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