Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
2

Associação em Almada faz esterilizações a gatos de rua para controlar população

Organização de voluntários Onde há Gato não há Rato está no terreno há cinco anos.
Lusa 29 de Outubro de 2018 às 09:00
Gato de rua
Gato de rua
Gato de rua
Gato de rua
Gato de rua
Gato de rua
Gato de rua
Gato de rua
Gato de rua

Onde há Gato não há Rato é o nome da associação que, há cinco anos, faz esterilizações a gatos de rua, em Almada, no distrito de Setúbal, evitando a sobrepopulação destes animais.

É uma associação sem fins lucrativos, funciona num espaço cedido pela Câmara Municipal de Almada, com trabalho voluntário e donativos, tudo com um objetivo: controlar as colónias de gatos do concelho.

"Nós não somos contra nem queremos acabar com os gatos de rua, nós queremos é controlar esta sobrepopulação", explicou à agência Lusa uma das fundadoras e presidente da direção, Lurdes Soares.

Um mês depois de ter entrado em vigor a lei que proíbe o abate dos animais nos canis municipais, a responsável defendeu que a melhor alternativa a essa prática "criminosa" é simples: Capturar, Esterilizar e Recolocar (CEI).

"Uma colónia de gatos controlada e esterilizada é equilibrada, importante para o ecossistema e para as pessoas, afasta pragas de baratas, de ratos e é possível viver em harmonia", frisou.

Com a colaboração do Canil Municipal e de outros veterinários do concelho, por mês, a Onde há Gato consegue esterilizar e devolver ao seu território "entre 30 a 40 animais".

Em 19 de outubro, o parlamento rejeitou um projeto de lei para criar uma rede nacional de centros de recolha de animais de companhia e esterilização de animais errantes.

Desde 2013, a Onde há Gato não há Rato dedica-se a este trabalho em Almada, mas, segundo Lurdes Soares, é preciso fazer mais, até porque a sobrepopulação de gatos de rua se tem agravado com o abandono de animais.

"Nós encontramos muitos animais abandonados e são prioritários. O grande descontrolo vem daí e não das colónias", explicou.

O abandono de animais foi o que levou à criação de um novo projeto: Capturar, Esterilizar e Integrar (CEI).

Quando a Lusa visitou o Centro de Acolhimento Temporário da associação, encontravam-se naquele espaço cerca de 90 gatos, dos quais mais de metade correspondiam a animais abandonados.

"Quando eu encontro um animal que teve casa e está na rua, esse animal está traumatizado, está deprimido e doente e, por isso, acabamos por dar prioridade", revelou.

Esta necessidade trouxe, no entanto, um novo problema: o espaço da associação está a tornar-se pequeno.

"Temos aqui três vezes mais animais do que os que devíamos ter", lamentou.

Apesar de reconhecer o contributo da autarquia ao nível da cedência do espaço e esterilizações gratuitas, Lurdes Soares defendeu que a câmara municipal "tem que ter um centro oficial de recolha, um gatil".

A Onde há Gato não há Rato enfrenta alguns desafios, mas mantém a confiança de que faz o melhor para ajudar os gatos do concelho e, no final de contas, o que interessa são os pequenos "milagres".

"O Palito estava praticamente cadáver. Achávamos que não tinha salvação possível, todo o seu canal auditivo estava despegado. Todo ele era um palito. Ele evoluiu tanto e hoje está um tronco, está obeso e feliz. Foi um milagre", contou.

Gato Esterilizar Lurdes Soares Integrar Rato Almada CEI Setúbal presidente Recolocar
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)