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CDU diz que câmara tem que assumir responsabilidade pela queda de grua no Porto

Após o incidente a autarquia do Porto ordenou a suspensão das licenças para instalação de gruas no espaço público.
22 de Abril de 2019 às 15:20
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
Grua danifica casas no Porto
A CDU defendeu esta segunda-feira que a Câmara do Porto não pode demitir-se do que se passa no seu território, mesmo que não tenha responsabilidade direta como no caso da queda da grua na Rua da Corticeira.

"A câmara naturalmente não pode demitir-se daquilo que se passa no seu território, mesmo que não tenha essa responsabilidade direta", afirmou a vereadora da CDU na Câmara do Porto, Ilda Figueiredo.

Após a queda de uma grua ter provocado, no sábado, três desalojados e danos materiais em nove casas, a Câmara Municipal do Porto ordenou a suspensão das licenças para instalação de gruas no espaço público, uma medida que surge depois de o presidente da autarquia, Rui Moreira, ter prometido uma investigação às gruas instaladas na cidade.

À data, o autarca afirmava ainda que ia pedir ao Governo alteração das regras das licenças destes equipamentos.

Sem querer responsabilizar a autarquia por aquilo que aconteceu na rua da Corticeira, a vereadora, que falava aos jornalistas no final de uma conferência de imprensa sobre a gestão municipal, considera, contudo, que a câmara não pode alhear-se do problema, devendo tomar as medidas adequadas para evitar situações como esta, "nem que seja exigir outras medidas do governo".

Para além disso, aponta, o município "também tem serviços que podem e devem acompanhar estes processos de construção" com implicações públicas, como foi o caso.

"Não quero responsabilizar a câmara por aquilo que aconteceu diretamente, mas quero dizer que a câmara tem que ter uma maior capacidade de resposta a estes problemas. Seja neste caso, seja noutros. O autarca não pode alhear-se da situação existente no seu território", reiterou sublinhando que o principal responsável deste acidente é a empresa que certifica as gruas.

Esta é a segunda vez no espaço de cerca de dois meses que uma grua cai em cima de casas na cidade do Porto.

A 10 de fevereiro passado, a Lusa noticiava a queda de uma grua de grande porte na Rua da Torrinha, no Porto, que destruiu parte do telhado de uma habitação onde residiam duas estudantes, que tiveram de ser realojadas.

O Sindicato de Construção de Portugal anunciou esta segunda-feira que quer fiscalizar todas as gruas a operar no país, pelo que, para o efeito vai pedir uma reunião com caráter de urgência à Associação Nacional de Municípios Portugueses.

"Vamos pedir uma reunião ao presidente da Associação Nacional de Municípios, mas também terá que haver uma intervenção da comissão quadripartida", disse o sindicalista para quem o "desafio é que em todo o país, começando no Porto, durante 15 dias se fiscalizem todas as gruas".

A comissão quadripartida a que aludiu o dirigente sindical foi exigida pelo sindicato em fevereiro, numa parceria que integra a Câmara do Porto, associação patronal e Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para prevenir acidentes mortais no setor, mas que ainda não avançou.

Na origem do acidente nas Fontainhas, segundo o sindicalista, a par de as "cavilhas [que ligavam a sapata à torre] terem saltado", esteve o facto de se tratar de "uma sapata obsoleta numa grua que há muitos anos deveria estar na Siderurgia Nacional".
CDU Câmara Municipal do Porto construção e obras públicas Sindicato de Construção de Portugal
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