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Correio da Manhã

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Cimeira dos Não-Alinhados foi um "fracasso"

Oposição venezuelana considera que Nicolás Maduro saiu do encontro a perder.
19 de Setembro de 2016 às 08:13
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro FOTO: Reuters
A aliança opositora venezuelana Mesa de Unidade Democrática (MUD) considerou domingo um "fracasso" para o regime de Nicolás Maduro a cimeira do Movimento dos Não Alinhados, que teve lugar no país.

Em comunicado, a oposição agradeceu as exigências feitas pelos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) ao Governo venezuelano para formalizar a sua adesão àquele organismo, "o que o obriga a entender-se com a Assembleia Nacional venezuelana (onde a oposição detém a maioria), pois boa parte dos requisitos não cumpridos, para serem validados, devem ser aprovados pelo poder legislativo".

A oposição recorda que somente 15 Presidentes e "umas poucas dezenas" de delegações dos 120 países dos Não-Alinhados compareceram na cimeira, "realizada sob o signo da repressão antipopular e a militarização da ilha (venezuelana) de Margarita", o que "constituiu um fracasso barulhento do regime" de Nicolás Maduro.

Para os opositores, o insucesso diplomático da cimeira constitui "uma ratificação do isolamento internacional [da Venezuela], da inaptidão da sua diplomacia e da condenação do mundo a um regime que é símbolo mundial de corrupção e incompetência".

A Venezuela presidirá o movimento até 2019 mas a oposição acredita que, "muito antes dessa data", conseguirá, por "mecanismos eleitorais e constitucionais", ter um governo "distinto, democrático, respeitador dos direitos humanos", com uma visão internacional diferente da que têm "regimes como o de Mugabe no Zimbabué, de Castro em Cuba, Kim Jong-un na Coreia do Norte, Hassan Rohani no Irão e Maduro na Venezuela".

"Anunciamos a nossa disposição de promover a refundação do mesmo. Os Não-Alinhados não podem continuar a ser um despojo da Guerra Fria do século XX, nem continuar alinhado com ditaduras sangrentas, com regimes que amparam e promovem o terrorismo, ou com governos que constituem um perigo nuclear para toda a humanidade", refere a oposição venezuelana.

Segundo a MUD, o movimento deve transformar-se num "instrumento útil para a luta contra a fome e as doenças nos países não desenvolvidos, em defensor dos direitos dos migrantes e refugiados, defensor do meio ambiente e promotor da inserção dos mercados emergentes nas correntes globais".
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