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Comissário europeu pede mais preparação para enfrentar nova crise económica

"A crise vai chegar, mais tarde ou mais cedo", admite Valdis Dombrovskis.

01 de março de 2018 às 19:26

O vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Euro, Valdis Dombrovskis, alertou esta quinta-feira para uma nova crise económica, que chegará "mais tarde ou mais cedo", defendendo que os Estados-membros devem estar "prontos e mais bem preparados" para a enfrentar.

"A crise vai chegar, mais tarde ou mais cedo. Precisamos de estar prontos e mais bem preparados para enfrentar os desafios", afirmou Valdis Dombrovksis numa conferência que decorre hoje em Lisboa.

Lembrando que a União Europeia está "num momento económico positivo", o vice-presidente da Comissão Europeia defendeu que "é importante usar este momento para por em prática o que precisamos para fortalecer a União Económica e Monetária".

Anteriormente, na mesma conferência, também o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, tinha alertado para os perigos de uma nova crise económica na União Europeia.

"O euro saiu mais forte da crise e a situação económica da União está melhor. Então porque nos preocupamos? Porque aprendemos a lição da pior forma", disse o também ministro das Finanças português.

Mário Centeno avisou que, se os problemas existentes não forem resolvidos, "a próxima crise virá mais cedo e pode doer tanto" como a anterior.

"Não estamos totalmente a salvo ainda. Há ainda algumas coisas que precisamos de fazer, e algumas são muito urgentes", disse, como avançar na redução e partilha do risco entre os Estados-membros do euro.

Para o líder do grupo dos ministros das Finanças da zona Euro, é importante haver uma coordenação que promova "uma rapidez que não existia antes da crise".

Sobre a criação de um ministro das Finanças da zona euro (que junta o cargo de presidente do Eurogrupo e comissário europeu pelos assuntos económicos) e questionado sobre se poderia vir a assumir esse cargo, Centeno respondeu que esse tema "não está no futuro imediato".

Entre os temas abordados na conferência de hoje, Mário Centeno defendeu a conclusão da união bancária e considerou que "não é possível pensar na moeda única sem um Fundo Comum de Depósitos".

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