PM diz que nomeação mostra que a pessoa certa vai estar no lugar certo.
O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quarta-feira, a propósito do aval dado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas à candidatura de António Guterres a secretário-geral da organização, que "tudo indica que a pessoa certa" vai estar "no lugar certo".
Questionado pelos jornalistas sobre qual a sua reação a esta aprovação, o governante disse: "Como português, [reajo] com um enorme orgulho, e como cidadão do mundo, com uma enorme satisfação, porque tudo indica que vamos ter a pessoa certa no lugar certo".
"Acho que à sexta votação já ninguém tem dúvidas que a pessoa melhor colocada para exercer funções de secretário-geral das Nações Unidas é o engenheiro António Guterres", salientou António Costa, falando em Lisboa, à margem da inauguração da nova sede da Junta de Freguesia de Marvila.
António Guterres ficou à frente e não recolheu nenhum veto na sexta votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, para eleger o próximo secretário-geral da organização.
O presidente do Conselho de Segurança das ONU disse aos jornalistas, no final da sexta votação do Conselho de Segurança para secretário-geral, que o organismo espera recomendar "por aclamação" o nome de António Guterres na quinta-feira.
Na ótica de António Costa, esta revelação demonstra "um grande trabalho da nossa diplomacia, [?] dos nossos embaixadores junto das Nações Unidas, de todos os nossos diplomatas e um grande esforço que todos têm feito".
"Quero agradecer a todo o país, a todos os órgãos de soberania e a todos os partidos políticos, quer os que apoiam o Governo, quer os da oposição, [...] que se empenharam para que este resultado fosse possível", assinalou.
Confrontado sobre um possível impacto nestes resultados da candidatura da búlgara Kristalina Georgieva, na semana passada, o primeiro-ministro desvalorizou-o, vincando que "as Nações Unidas se prestigiaram muito, fazendo respeitar o valor da transparência e da credibilidade dos processos", ao aprovar o nome de António Guterres.
"As Nações Unidas tinham investido muito em que, pela primeira vez, este fosse um processo transparente, em que as candidaturas aparecessem a tempo e horas, em que cada candidato dissesse ao que vinha, se sujeitasse a auscultação pública e debates. Era uma pena que as Nações Unidas tivessem prejudicado a forma transparente como todo este processo decorreu com surpresas de última hora", sustentou.
A seu ver, esta votação aumentou a notoriedade da organização: "Acho que num mundo com tantos e tantos conflitos e tantos e tantos desafios é muito reconfortante saber que podemos confiar nas Nações Unidas".
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