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Farmacêuticos afirmam que automedicação e dificuldades nos cuidados de saúde exigem respostas integradas e seguras

Automedicação é uma prática consolidada em Portugal e que contribui para a autonomia dos cidadãos face à morosidade no acesso aos cuidados de saúde, mas deve ser encarada de forma estruturada e responsável para evitar riscos.

13 de janeiro de 2026 às 21:15

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) defendeu hoje que a automedicação pode ser uma resposta em saúde, desde que garantida a segurança e integração no sistema e se os cidadãos tiverem informação necessária para avaliar a utilização correta do medicamento.

A OF considera, em comunicado divulgado hoje, que a automedicação é uma prática consolidada em Portugal e que contribui para a autonomia dos cidadãos face à morosidade no acesso aos cuidados de saúde, mas deve ser encarada de forma estruturada e responsável para evitar riscos.

"O farmacêutico assume um papel determinante na promoção da literacia em saúde, apoiando os cidadãos na identificação das situações passíveis de serem geridas por automedicação e distinguindo-as das que exigem avaliação médica. Por outro lado, a implementação da intervenção do farmacêutico em situações clínicas ligeiras com recurso a protocolos preestabelecidos promove o aconselhamento e monitorização adequados à população", argumenta a OF.

A posição da Ordem dos Farmacêuticos surge na sequência de um estudo hoje divulgado que conclui que mais de metade das pessoas recorrem à automedicação, numa prática mais disseminada do que se pensa e que é também usada na saúde mental, sendo que a maioria não informa o médico.

O estudo "Automedicação em Portugal: Práticas, Determinantes e Perfis Comportamentais" sugere o reforço do papel do farmacêutico e aponta a necessidade de disseminação das consultas de reconciliação terapêutica nas farmácias, sobretudo para segurança de doentes crónicos que tomam medicamentos para várias doenças.

O trabalho dos investigadores da NOVA SBE Pedro Pita Barros e Carolina Santos analisou a automedicação tanto com medicamentos não sujeitos a receita médica como com aqueles que precisam de receita e que as pessoas têm em casa por terem sobrado de tratamentos anteriores.

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