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Presidente do BCP defende executivo "estável"

Nuno Amado diz que Governo tem de cumprir os compromissos.
Lusa 28 de Outubro de 2015 às 15:52
Nuno Amado, presidente do BCP
Nuno Amado, presidente do BCP FOTO: João Relvas/Lusa

O presidente do Millennium BCP, Nuno Amado, apontou esta quarta-feira como "condições essenciais" que o novo Governo seja "estável a longo prazo" e assuma os compromissos do país, considerando ainda desejável "alguma estabilidade na componente fiscal".

"A parte política não comento, isso é com os deputados. O que é fundamental para nós é termos um Governo estável a longo prazo e um Governo que cumpra de uma forma adequada com os compromissos de Portugal", afirmou Amado em declarações aos jornalistas no final da conferência "Setor Bancário Português: a Supervisão e a Regulação. Que regras para uma efetiva estabilização do sistema financeiro e a recuperação da sua credibilidade", que esta quarta-feira assinalou, no Porto, o 37.º aniversário da UGT.

Para o presidente do Millennium BCP, o não cumprimento destes "princípios base" criaria um "clima de instabilidade que vai ser negativo para as condições de financiamento da República Portuguesa e das entidades que trabalham e atuam em Portugal e muito negativa para o investimento".

Adicionalmente, Nuno Amado apontou - já não como "uma necessidade tão forte", mas como "uma preferência" - que o novo executivo assegure "alguma estabilidade na componente fiscal".

"Há um conjunto de processos de investimento e de análise que confiam numa certa estabilidade fiscal, pelo que seria na minha opinião positivo, pelo menos a curto prazo, para o país podermos manter essas condições", disse.

Novo ministro da Economia
Relativamente ao novo ministro da Economia que integra a proposta de composição do XX Governo Constitucional apresentada por Passos Coelho na terça-feira, Miguel Morais Leitão, o presidente do BCP escusou-se a comentar, afirmando apenas que "não há indicadores bons ou maus até o Governo estar plenamente em funções".

"Com todo o respeito, acho que os bancos no passado se calhar falaram demais e agora temos que atuar demais e falar de menos", afirmou Amado, para quem o importante é que o país tenha "um setor privado forte, rentável, em concorrência e com uma regulação sobre o setor privado e uma supervisão forte".

"Acredito sinceramente que o setor privado deve ser o motor do país. Na década passada houve uma evolução muito significativa da despesa pública e do investimento público, que já está feito, e portanto é fundamental criar as condições para o desenvolvimento da iniciativa privada num enquadramento concorrencial e bem supervisionado e regulado", sustentou.

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