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Homem acusado de burlas na internet em silêncio durante julgamento

Arguido, acusado de burla qualificada, terá enganado mais de 30 pessoas, em mais de cinco mil euros.
Lusa 15 de Fevereiro de 2018 às 18:57
Tribunal Criminal de Loures
Tribunal de Loures
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Um homem acusado de ter burlado mais de 30 pessoas, através de vendas "fictícias" na internet, recusou-se hoje a prestar declarações durante a primeira sessão do julgamento, que decorreu no Tribunal da Comarca Lisboa Norte, em Loures.

O arguido, de 23 anos, publicou na internet, entre julho de 2012 e setembro de 2013 e sob identidades falsas e indicando vários contactos, anúncios para a venda de acessórios para automóveis, com preços entre 40 e 500 euros, segundo refere a acusação do Ministério Público.

Os interessados entravam em contacto com o arguido, na altura residente no concelho de Torres Vedras, por e-mail ou mensagem de telemóvel, para obterem informações. Quando demonstravam interesse na aquisição dos artigos, recebiam indicações para procederem à transferência bancária do valor combinado, mas nunca chegavam a receber a mercadoria.

Durante mais de um ano, o arguido, acusado de burla qualificada, terá enganado mais de 30 pessoas, em mais de cinco mil euros.

No âmbito deste processo, a mãe deste homem foi também constituída arguida, acusada, juntamente com o filho, de crimes de furto simples e burla informática, por, entre março e abril de 2013, se terem apropriado do cartão multibanco e respetivo código de um homem, residente em Torres Vedras e com quem a mulher mantinha um relacionamento amoroso, tendo efetuado levantamentos acima dos 1.500 euros.

Sobre os factos, o arguido recusou-se a prestar declarações ao coletivo de juízes.

No entanto, o tribunal ouviu várias testemunhas que atestaram ter depositado dinheiro na conta do arguido com o propósito de adquirir acessórios para automóveis, sem nunca receber a encomenda.

Ao contrário do filho, a arguida decidiu prestar declarações ao coletivo de juízes para explicar a acusação respeitante à queixa do roubo do cartão multibanco.

A mulher declarou que o cartão multibanco tinha sido "cedido voluntariamente" pelo queixoso, com quem mantinha um caso amoroso, e que a queixa seria uma vingança por esta ter terminado a relação.

Por seu turno, num relato "confuso" e "incoerente", o queixoso afiançou que o cartão multibanco tinha sido roubado da sua carteira, assim como o código pin.

A próxima sessão de julgamento, onde serão ouvidos mais testemunhos de pessoas enganadas pela venda de peças "fictícias" está agendada para o dia 22, às 14:00.

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