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Pelo menos 35 pessoas tiveram de ser retiradas de casa em Almada

Presidente da Câmara Municipal de Almada explicou que os deslizamentos de terra nas arribas são uma das grandes preocupações.

04 de fevereiro de 2026 às 21:27

Pelo menos 35 pessoas tiveram de ser retiradas de casa no concelho de Almada, entre as quais 22 idosos de um lar, devido a deslizamentos de terra ou galgamento costeiro, disse esta quarta-feira a presidente da autarquia.

Em conferência de imprensa, a presidente da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, explicou que os deslizamentos de terra nas arribas são uma das grandes preocupações.

"Estamos com problemas, como viram, de deslizamento de terras, que é a nossa grande preocupação, porque está tudo muito encharcado", disse Inês de Medeiros.

Na zona da Costa da Caparica, explicou, São João e Santo António são as zonas onde têm ocorrido os maiores deslizamentos de terra, "sem danos de maior", tendo as pessoas sido convidadas a sair.

"Felizmente, muitas destas casas são segundas habitações, portanto, à partida, muita gente não estava cá, mas houve, de facto, pessoas que foram retiradas, embora não precisassem de serem realojadas pela Câmara", disse.

Inês de Medeiros adiantou que numa outra zona, na Azinhaga dos Formozinhos, foram retiradas quatro famílias, tendo duas delas sido realojadas pela autarquia.

Na zona do Segundo Torrão, acrescentou a autarca, devido ao galgamento costeiro, tiveram de ser retiradas duas famílias com cerca de 10 pessoas e, na Cova do Vapor, as vias de acesso foram cortadas, estando no local equipas de vigilância.

Os 22 idosos que tiveram de ser retirados de um lar na Charneca da Caparica, depois de um muro de um lote adjacente ter desabado sobre o edifício, foram alojados num outro lar em Setúbal.

Além destes casos, a presidente fez também referência à queda de parte do muro do Seminário de Almada, na noite de terça-feira, que danificou viaturas, e ao abatimento de parte da zona do cais do Ginjal que não tinha sido requalificada.

Para a autarca, o abatimento de terras na zona do Ginjal registado esta quarta-feira "prova bem a urgência" da intervenção realizada na zona.

"Ainda bem que o fizemos, porque senão a situação poderia ser muito mais complicada", disse.

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