Rainha da Pop volta a demonstrar que se opõe a Donald Trump como presidente dos EUA.
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A cantora Madonna considerou esta quarta-feira que a eleição de Donald Trump é "como ser-se deixado por um amante e estar-se preso num pesadelo", numa altura em que 130 artistas apelam a uma greve para a tomada de posse.
Numa entrevista publicada na edição de fevereiro da revista Harper's Bazaar, Madonna contou que acompanhar a noite das eleições "foi como assistir a um espetáculo de horrores", acrescentando que quando acorda tem que se recordar de que é real: "Espera lá, Donald Trump é presidente, não foi um pesadelo, aconteceu mesmo".
As declarações de Madonna surgem na mesma altura em que mais de 130 artistas e críticos assinaram uma petição a apelar a instituições culturais para que fechem portas a 20 de janeiro, dia da tomada de posse de Donald Trump.
A entrevista a Madonna foi feita duas semanas depois das eleições, que decorreram a 08 de novembro do ano passado. A cantora considera que, devido à vitória do Trump, tem que tornar-se "uma voz mais ativa e um pouco menos misteriosa".
A 'rainha da pop' critica outras celebridades por não tomarem posições políticas.
Nessa altura, ainda não tinha sido tornada pública a petição, que tem como signatários, entre outros, o escultor Richard Serra e os artistas plásticos Cindy Sherman, Joan Jonas, Louise Lawler e Julie Mehretu.
Na petição "J20 Art Strike", os subscritores apelam a museus, galerias, salas de concertos, escolas de arte e instituições não lucrativas para que fechem as portas em protesto contra a "normalização do Trumpismo".
"Esta não é uma greve contra a arte, o teatro ou outra qualquer área cultural. É um convite para motivar estas atividades, para reimaginarem os seus espaços como locais onde formas de resistência de pensamento, visão, sentimento e ação podem ser produzidas", lê-se no texto da petição, citado pelo New York Times.
Entretanto, no domingo, na cerimónia de entrega dos prémios de cinema e televisão Globos de Ouro, em Los Angeles, a atriz Meryl Streep, a quem nesse dia foi atribuído um prémio carreira, criticou Donald Trump pela retórica de desunião.
"Vocês e todos nós nesta sala pertencemos verdadeiramente aos segmentos mais vilipendiados da sociedade norte-americana neste momento. Pensem nisso. Hollywood, estrangeiros e a imprensa", disse, em tom de piada, no momento em que recebeu o prémio.
"Mas quem somos nós? E o que é Hollywood, de qualquer forma? Um monte de pessoas de outros sítios. Hollywood está cheia de forasteiros e estrangeiros. Se corrêssemos com todos, não havia nada para ver, a não ser futebol e artes marciais, que não são bem artes", afirmou.
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