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Polícia encontra mais explosivos nas buscas em Manchester

Autoridades acreditam que Salman Abedi não atuou sozinho. Nove pessoas detidas.
24 de Maio de 2017 às 08:54
Exército patrulha ruas com a polícia em várias cidades britânicas
Exército patrulha ruas com a polícia em várias cidades britânicas
Exército patrulha ruas com a polícia em várias cidades britânicas
Exército patrulha ruas com a polícia em várias cidades britânicas
Salman Abedi, o terrorista responsável pela explosão em Manchester
Hashem Abedi
Hashem Abedi
Ramadan Abedi
Instalou-se o caos depois do atentado em Manchester Arena
Dezenas de pessoas feridas com o atentado em Manchester
Instalou-se o caos depois do atentado em Manchester Arena
Mundo do desporto lamenta o ataque terrorista na cidade inglesa.
Local da detenção de um novo suspeito em Wigan
Local da detenção de um novo suspeito em Wigan
Exército patrulha ruas com a polícia em várias cidades britânicas
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Salman Abedi, o terrorista responsável pela explosão em Manchester
Hashem Abedi
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Ramadan Abedi
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Local da detenção de um novo suspeito em Wigan
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Salman Abedi, o terrorista responsável pela explosão em Manchester
Hashem Abedi
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Local da detenção de um novo suspeito em Wigan
Local da detenção de um novo suspeito em Wigan

A polícia britânica encontrou esta quarta-feira engenhos explosivos durante as investigações que estão a ser desenvolvidas na sequência do atentado em Manchester.

O jornal The Independent adianta que um dos engenhos foi detonado numa explosão controlada pela polícia. As autoridades não descartam a possibilidade de existirem outros explosivos ainda por encontrar.

Detenções relacionadas com o atentado
A mais recente detenção relacionada com o ataque de Manchester é a de um homem na cidade de Nuneaton, no condado de Warwickshire. Esta prisão surge depois de uma mulher cuja identidade é desconhecida ter sido presa depois das investigações num bloco de apartamentos em Blackley, no norte da cidade de Manchester.

O pai e um segundo irmão do presumível autor do atentado de Manchester tamném foram presos na Líbia, informaram fontes de segurança em Tripoli.

"O pai Ramadan Abedi acabou também de ser detido", um dia após a prisão de um segundo irmão, Hachem, também em território líbio, indicou Ahmed bin Salem, um porta-voz da Força de dissuasão, um corpo policial leal ao governo de união nacional (GNA).

Hashem Abedi, de 22 anos, foi preso na noite de terça-feira em Tripoli por suspeitas de ligações ao Daesh.

Segundo a polícia antiterrorista da Líbia, Hashem Abedi viajou do Reino Unido para a Líbia a 16 de abril e estava a preparar um atentado na capital, Tripoli.

Ainda esta quarta-feira, a polícia britânica anunciou a detenção de um homem em Wigan por suspeitas de estar relacionado com o ataque em Manchester. Quando foi detido, o suspeito tinha um pacote que está a ser analisado pelas autoridades.

Esta detenção junta-se a outras três realizadas na manhã desta quarta-feira em Manchester, por suspeita de estarem relacionadas com o ataque bombista. A polícia local anunciou as detenções, mas não adiantou pormenores sobre a identidade dos suspeitos.

São agora nove as pessoas detidas na investigação, incluindo dois irmãos e o pai do terrorista que se fez explodir na arena de Manchester. Um dos detidos foi identificado pelos vizinhos como Adel Forjan, tem cerca de 40 anos e é de origem líbia.




A Sky News divulgou imagens que a polícia acredita ser de Salman Abedi, captadas por câmaras de vigilância. O terrorista foi apanhado três dias antes do ataque no Arndale Centre, um centro comercial em Manchester, a cerca de 800 metros da Arena onde ocorreu o atentado.


Entretanto, soube-se esta quarta-feira que o autor do atentado, Salman Abedi, era "conhecido" dos serviços de segurança, disse esta quarta-feira a ministra do Interior britânica, Amber Rudd.

"É alguém que eles [serviços secretos] conheciam", disse Amber Rudd à BBC, a propósito do autor do ataque, à saída do concerto da cantora americana Ariana Grande na Manchester Arena na noite de segunda-feira.

Salman Abedi, de 22 anos, nascido na área de Manchester, residia num apartamento de Fallowfield, no sul de Manchester.

A ministra expressou também a sua convicção de que Salam Abedi não atuou sozinho. "Parece ser provável e possível, que ele não estava a fazer isto sozinho", revelou Amber Rudd à BBC.

O terrorista de Manchester terá regressado de uma recente de uma viagem à Líbia e as autoridades francesas revelam que também terá viajado para a  Síria - país onde o Daesh tem as suas bases - onde se terá radicalizado.

Polícia investiga grupo terrorista
A polícia de Manchester anunciou esta quarta-feira que está a investigar um grupo terrorista. "Aquilo que estamos a investigar é uma rede", disse o chefe da polícia local, Ian Hopkins, à AP.

As declarações vão de encontro a informações divulgadas anteriormente, que davam conta de que Salam Abedi, o suspeito do atentado que matou 22 pessoas no domingo, não teria sido a pessoa que fabricou a bomba detonada na Arena de Manchester.

Entre as vítimas mortais está uma agente da polícia.

Pai defende inocência de Salman Abedi
O pai de Salman Abedi, o principal suspeito do ataque terrorista em Manchester, disse esta quarta-feira à agência AP que o filho está inocente. 

Ramadan Abedi garante que falou com o filho, de 22 anos, cinco dias antes do ataque e que este estava a preparar-se para ir à Arábia Saudita passar o mês de Ramadão (de 24 de maio a 26 de junho). Conta que lhe pareceu que o filho estava "normal". 

O pai de Salman confirma que o filho visitou a Líbia há cerca de mês e meio. Numa chamada telefónica a partir da Líbia, Ramadan defende o filho "Não acreditamos na morte de inocentes. Isso não somos nós".

O homem confirma que Ismail, irmão de Salman, foi preso em Inglaterra na terça-feira.

Ramadan fugiu de Tripoli em 1993, para escapar à ditadura de Kadafi, e pediu asilo a Inglaterra, os filhos nascera. Voltou entretanto à Líbia, onde é gestor administrativo das forças centrais de segurnaça de Triplo, capital da Líbia.

Mas o testemunho de Ramadan pode estar comprometido com as revelações feitas sobre o seu próprio passado. A AP cita um antigo oficial de segurança da Líbia que acusa Ramadan de ter sido membro do Lybian Islamic Fighting Group (Grupo de Luta Islâmico Líbio), que era apoiado pela Al Qaeda, o grupo terrorista fundado por Bin Laden, o cérebro dos ataque s 11 de setembro de 2001.

Partidos retomam campanha na sexta-feira
A agência Reuters adianta que o partido dos Conservadores deverá retomar a campanha eleitoral na sexta-feira que foi suspensa após o ataque em Manchester. Também Jeremy Corbyn, líder dos trabalhistas, confirmou que a campanha é retomada na sexta.

"Os britânicos estão unidos na convicção de que o terrorismo não irá prevalecer. Isso não irá prevenir-nos de viver o nosso quotidian ou descarrilar o nosso processo democrático", disse Corbyn.

As eleições antecipadas no Reino Unido realizam-se a 8 de Junho.

Um minuto de silêncio será cumprido na quinta-feira às 11h00 (locais e de Lisboa) em todo o Reino Unido, em homenagem aos 22 mortos e aos feridos do atentado de Manchester, anunciou hoje o Governo britânico.

As bandeiras serão colocadas a meia haste nos edifícios públicos até quinta-feira à noite, acrescentou o executivo em comunicado.

Ministra irritada com americanos
O terrorista estava referenciado pelos serviços de inteligência americanos. Perguntada pelo facto de muitas das informações divulgadas sobre o autor do atentado terem vindo dos EUA, a ministra britânica revelou a sua irritação por estas revelações. "As polícia britânica foi muito clara ao dizer que queria controlar o fluxo de informação, para proteger a integridade operacional e manter o elemento de surpresa. É irritante se a informação é libertada por outras fontes e fui muito clara com os nossos amigos de que isso não deve voltar a acontecer".

Presidente francês quer prolongar estado de emergência
Declarado desde os atentados de Paris de novembro de 2015, o estado de emergência que vigora em França deverá ser prolongado até 1 de novembro. O Presidente Emmanuel Macron anunciou esta quarta-feira que vai fazer um pedido nesse sentido ao Parlamento, após uma reunião com responsáveis de segurança. 

Nestas circunstâncias, as autoridades mantém os poderes alargados para deter suspeitos e fazer buscas de forma mais expedita. O estado de emergência estava previsto durar até meio do mês de julho.

Theresa May anuncia patrulhas com militares
A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou que os militares vão passar a patrulhar locais-chave no Reino Unido, substituindo polícias, permitindo aumentar significativamente o número de agentes armados em patrulha.

Pelo menos 22 pessoas morreram, além do atacante, e 59 ficaram feridas no atentado na Arena de Manchester, no norte da Inglaterra.

O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Este ataque foi o mais mortífero no Reino Unido desde que quatro bombistas suicidas mataram 52 pessoas que viajavam em autocarros e no metropolitano de Londres, em 2005.

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