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Marcha dos "Indignados" em Madrid assinala 5º aniversário

Movimento para denunciar uma classe política afastada das realidades do país.
Lusa 15 de Maio de 2016 às 19:09
O "15-M" (15 de maio), primeiro dia de uma mobilização, tornou-se no movimento dos "Indignados"
O '15-M' (15 de maio), primeiro dia de uma mobilização, tornou-se no movimento dos 'Indignados' FOTO: Getty Images

Vários milhares de pessoas desfilaram este domingo nas ruas de Madrid por ocasião do quinto aniversário dos "Indignados", movimento nascido em Madrid para denunciar uma classe política afastada das realidades do país, a corrupção e a austeridade.

Em Madrid, o aniversário deste movimento foi também comemorado com concentrações na praça da Puerta del Sol, no centro da capital, que durante semanas foi ocupada pelos "Indignados". "Há cinco anos, viemos para aqui e foi um momento muito comovente de despertar, de união, de coletivo", testemunhou Paola Weil, professora primária substituta, de 35 anos.

O "15-M" (15 de maio), primeiro dia de uma mobilização que se tornou no movimento dos "Indignados", "foi um movimento daqueles que estão na base", congratulou-se Lorenzo Higueras, documentalista, de 52 anos. "Não tínhamos consciência do que erámos: capazes de pensar e de agir", disse.

Este foi "o despertar de cidadãos que sofriam há anos em privado - como se fossem dores ou responsabilidades individuais - os efeitos de uma crise devastadora", escreveu também no jornal El Pais, Rita Maestre, porta-voz da câmara municipal de Madrid, liderada desde o ano passado por uma plataforma cidadã, em parte composta por indignados.

"O movimento alastrou", afirmou Alicia Ortells, enfermeira e militante do partido Podemos, de 57 anos. "Erámos zombies, apáticos. Foi um espetáculo que permitiu às pessoas questionarem-se".

A partir de 2008, mais de dois milhões de espanhóis perderam o seu emprego devido à crise económica, enquanto o governo socialista e depois o dos conservadores, aplicavam políticas de austeridade.

Nas legislativas de dezembro, os eleitores afastaram os dois partidos do poder, fazendo emergir dois novos partidos: Podemos, terceira força política, e Ciudadanos, de centro liberal.

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