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MNE pede respeito urgente por integridade do Líbano após morte de 3 'capacetes azuis'

Ataques à Força Interina das Nações Unidas no Líbano"e a violação do seu mandato são injustificáveis", afirmou o MNE.

30 de março de 2026 às 22:24

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) apelou esta segunda-feira ao respeito "urgente" pela integridade do Líbano, após os "injustificáveis" ataques em que morreram três 'capacetes azuis' da FINUL nos últimos dias.

Os ataques à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) "e a violação do seu mandato são injustificáveis", refere o MNE em nota na rede social X.

"O respeito pela integridade do Líbano é urgente e inegociável", frisa.

Na mensagem, o governo português apresenta ainda as condolências à Indonésia pela morte dos três soldados "capacetes azuis".

A FINUL, que conta com cerca de 8.200 soldados provenientes de 47 países, anunciou esta segunda-feira que três dos seus militares foram mortos nas últimas 24 horas em dois incidentes separados no sul do território libanês.

Esta segunda-feira, dois militares da força de paz da ONU no Líbano morreram devido ao impacto de um projétil no veículo em que se deslocavam, perto de Bahi Hayan, no distrito de Marjayún, no sul do Líbano.

O veículo integrava uma coluna sob comando de militares espanhóis.

No domingo, morreu outro 'capacete azul', de nacionalidade indonésia, num outro ataque de origem desconhecida.

Num comunicado enviado às redações, e relativamente às mortes de esta segunda-feira, a missão da ONU no Líbano fala de uma "explosão de origem desconhecida" que destruiu o veículo em que seguiam, tendo um outro militar ficado gravemente ferido e um quarto com ferimentos ligeiros.

O sul do Líbano está a ser bombardeado pelas forças israelitas desde que o movimento xiita libanês Hezbollah começou a disparar foguetes em direção ao norte de Israel, a 02 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.

O primeiro-ministro israelita disse no domingo que "ordenou a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.

Benjamin Netanyahu justificou a decisão com a necessidade de "frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na fronteira", argumentando que o Hezbollah conserva "uma capacidade residual de lançar foguetes".

Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.

A FINUL, que opera numa região no sul do país, junto à fronteira com Israel e supostamente vedada tanto aos militares israelitas como aos combatentes do Hezbollah, termina o mandato este ano.

A ONU anunciou uma investigação para determinar os contornos dos mais recentes incidentes mortais.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que ataques deliberados contra soldados de operações da paz são graves violações do direito internacional humanitário e podem constituir crimes de guerra.

O Governo francês anunciou esta segunda-feira que pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, devido à morte dos 'capacetes azuis' no Líbano.

A França "condena com a maior firmeza os disparos" que causaram nas últimas 24 horas a morte de três capacetes azuis da FINUL, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot, nas redes sociais.

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