Encontro de Beirute revela esforço do Cairo na resolução do conflito que opõe Israel ao Hezbollah.
Uma reunião da agência de inteligência do Egito e altos responsáveis do movimento xiita libanês Hezbollah tentou, aparentemente ainda sem sucesso, convencer os guerrilheiros pró-Irão a uma trégua. O encontro, que decorreu em Beirute, revela o esforço do Cairo na resolução do conflito que opõe Israel ao Hezbollah e que se tem intensificado de forma dramática no Sul do Líbano, mas também em Beirute e nas várias localidades do vale de Beqaa, no Norte do país. O simples facto de a hierarquia do Hezbollah ter aceitado participar na reunião na capital libanesa significa que reconhece notoriedade à proposta egípcia - cujo conteúdo é desconhecido - e posiciona o Cairo como uma peça fundamental qualquer que venha a ser o desfecho da guerra que está a intensificar-se no Sul libanês e a provocar um êxodo de deslocados de guerra como o Líbano não observa há muito.
Estas movimentações ‘diplomáticas’ não travam, contudo, a ofensiva no terreno. O fim de semana ficou marcado pelo toque das sirenes em Tiberíades, cidade localizada no Norte de Israel, junto às margens ocidentais do mar da Galileia, devido a uma barragem de foguetes do Hezbollah lançada a partir do Sul do Líbano. A ofensiva do grupo xiita parece ter sido coordenada com o Irão, que, em simultâneo, atacou com mísseis balísticos algumas zonas do centro de Israel e da Cisjordânia.
Entretanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou, este domingo, ao Exército que alargue a zona de segurança no Sul do Líbano. “Acabei de instruir que a zona de segurança existente seja expandida ainda mais. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no Norte [de Israel]”, afirmou numa mensagem de vídeo. A medida surge como resposta à morte, também este domingo, do sargento Moshe Katz, um soldado paraquedista. O militar israelita de origem norte americana - era natural de New Haven, no Connecticut - foi atingido por um foguete do Hezbollah lançado no Sul do Líbano. É o quinto militar israelita morto desde que Telavive invadiu o Sul do Líbano na sequência da entrada na guerra do Hezbollah, movimento apoiado militar e financeiramente pelo Irão, país atacado pela coligação Israel-EUA a 28 de fevereiro, ação que desencadeou um conflito generalizado no Médio Oriente.
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