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Israel mata repórteres e socorristas no sul do Líbano

Vítimas foram atingidas por três mísseis disparados pela aviação israelita.

29 de março de 2026 às 02:30

Dois jornalistas libaneses, o irmão de uma das repórteres e nove socorristas morreram, este sábado, em ataques das Forças de Defesa de Israel no Sul do Líbano. Ali Hassan Shaib, jornalista da televisão al-Manar, órgão oficial do Hezbollah, Fatima Ftouni, correspondente do canal al-Mayadeen (editorialmente pró-Irão) no Sul do Líbano e o irmão da jornalista, o fotógrafo Mohamed Ftouni, seguiam no mesmo carro quando foram atingidos por três mísseis disparados pela aviação israelita. Os repórteres movimentavam-se numa viatura identificada com a palavra PRESS (imprensa), o que, por vezes, é uma certidão de óbito quando se trata de circular em áreas debaixo de fogo das tropas israelitas. Foi o caso.

O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou o ataque que classificou como um “crime flagrante” e uma “violação do direito internacional” por parte das tropas de Israel. Aoun lembrou ainda que “os jornalistas têm proteção internacional em tempo de guerra”.

O Exército israelita tem outra versão: “O terrorista Ali Hassan Shaib atuava dentro da organização terrorista Hezbollah disfarçado de jornalista da rede al-Manar, enquanto trabalhava sistematicamente para expor a localização de soldados das Forças de Defesa de Israel a operar no Sul do Líbano e ao longo da fronteira”, revelou Telavive, em comunicado, que omite, contudo, a morte dos outros dois profissionais de comunicação e dos socorristas. O mesmo comunicado defende, ainda, que Shaib “mantinha contacto contínuo com outros terroristas, tanto dentro da unidade da Força Radwan [grupo de elite da milícia xiita libanesa pró-iraniana], como em toda a organização terrorista Hezbollah”.

Já cinco dos nove socorristas pertenciam, segundo o ministro da Saúde do Líbano, ao Comité Islâmico do Hezbollah que participavam em missões de resgate de feridos em bombardeamentos de Israel, enquanto os outro quatro era paramédicos do Movimento Amal, afiliado do movimento extremista libanês.

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