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PCP pede abandono da venda do Novo Banco

Comunistas defendem o controlo público.
Lusa 1 de Setembro de 2015 às 18:01
Chineses da Fosun estão na frente para comprar o Novo Banco
Chineses da Fosun estão na frente para comprar o Novo Banco FOTO: Ricardo Pereira/Sábado

O PCP exigiu esta terça-feira ao Governo o abandono do processo de venda do Novo Banco, reiterando a necessidade de o Estado português assumir o controlo público daquela entidade bancária para menorizar os custos da operação para os contribuintes.

"Na altura, membros do Governo e governador do Banco de Portugal (BdP) insistiram na tese de que a operação em curso, de resolução do BES, não trazia custos. Hoje, cada vez está mais confirmado de que não só traz custos, como esses custos todos os dias se vão agravando", afirmou o membro da comissão política do comité central dos comunistas Jorge Pires, na sede nacional, em Lisboa.

O responsável do PCP recordou que o partido desde a primeira hora se mostrou contra as medidas de resolução do BES que foram adotadas e frisou que "a exigência de controlo público do Novo Banco tem redobrada importância", devendo o executivo da maioria PSD/CDS-PP "deixar cair o processo de venda e integrar o Novo Banco no controlo público do Estado".

Jorge Pires sublinhou que houve uma "entrega de 3.900 milhões de euros do fundo de recapitalização da banca, que está a ser pago por todos, com desemprego, austeridade, uma taxa de juro elevadíssima" e os atuais "desenvolvimentos podem levar a custos elevadíssimos".

"Os mil milhões de euros emprestados pela banca ao fundo de resolução e, tendo em consideração a possibilidade de esse dinheiro não ser reposto pela venda do Novo Banco e que a Caixa Geral de Depósitos tem 30% do fundo de resolução, pelo menos mais 30% desses custos serão custos a assumir pelo Estado e contribuintes portugueses", lamentou.

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